BLOG DE GERALDO MOTA (O BLOG DO LALAU) tem como objetivo divulgar a arte, o folclore, as notícias do cotidiano e as pontencialidades econômicas de toda região fanadeira. ESTA FOTO ACIMA É UMA HOMENAGEM A "ZÉ DE DURVAL", meu pai, que muito se orgulhava de ter sido "Rei do Rosário" e que me ensinou a valorizar o trabalho honesto, as tradições, o folclore, o artesanato, como verdadeiro exemplo de cidadania e de amor à cidade histórica de Minas Novas.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
ANGELA MOTA: MENSAGEM DE FÉ!
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você.
É ter maturidade para falar: "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para confessar: "eu preciso de você".
Ser feliz é ter a capacidade de dizer "eu te amo".
Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você...
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Aproveitar as perdas para refinar a paciência, as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
Porque você, você é especial pra Deus!!!
Aproveite e faça a diferença, pedindo para que os seus amigos se cadastrem no site
www.padremarcelorossi.com.br.
Para que eles sejam evangelizados com orações e mensagens maravilhosas.
CADASTRE-SE!!!
Vamos formar novos amigos na Rede Eletro-Cristo com MARIA. DIVULGUE.
EVANGELIZAR = FELICIDADE, SEJA FELIZ, EVANGELIZE!
Convide também seus amigos para orar junto com você o Rosário Virtual e o Terço da Misericórdia, que estão disponíveis em nossa Capela Virtual.
Ouça a Benção do Padre Marcelo Rossi.
Amados,
Abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso o Pai † e o Filho e o Espírito Santo. Amém.
Paz e bem! Fique com Deus, e Evangelizem!
Padre Marcelo Rossi
ANGELA MOTA
apmota@terra.com.br
A.N.J. - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS, 30 ANOS A SERVIÇO DA DEMOCRACIA!
FÉ, CRENÇA, DEVOÇÃO, RELIGIÃO: ISOLADOS, SEM OBRAS, SÁO ESFORÇOS INÓCUOS PERANTE DEUS.
Não tenhamos medo de Deus, pois a Sua Justiça nada quer para si, pois de nada precisa, a não ser que cada um de nós nos tornemos o resultado de seu projeto que é de sermos a sua própria imagem e semelhança.
É certo que as religiões exercem, e sempre exercerão, um papel muito positivo na história da Humanidade, mas todas se revelam inócuas na medida em que as orações, os propósitos, as liturgias, os cultos, as pregações, as missões não sejam seguidos de uma obra efetiva de trabalho honesto, de esforço solidário, de libertação, de piedade, de caridade, de justiça e, em todos os segmentos, orientadas pelo amor fraterno, como sendo o ideal divino.
A Terra é nosso Barco. Todos nós somos simples passageiros para um só destino: O Pó com o qual, eternamente, Deus irá moldando seus novos projetos.
A nossa vida, individual, passa. Mas a obra de Deus é eterna. Podemos, entretanto, mesmo sendo particulas desse pó, contribuirmos para tornar mais amena e mais digna a nossa passagem por esta vida e construirmos uma história da qual poderão se orgulhar os nossos descendentes, deixando para eles bons exemplos que poderão nortear as atitudes das gerações vindouras.
FAÇAMOS, POIS, A NOSSA HISTÓRIA!
O conteúdo da mensagem do vídeo abaixo é muito importante para a nossa reflexão:
geraldo mota
http://geraldomotacoelho.blogspot.com/
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
TV VALETUDO - (VEJA ATÉ O FINAL e tire suas conclusões)!
domingo, 16 de agosto de 2009
ZÉ PRETO PARANÁ
O FETICHE DOS SAPATOS FEMININOS
A ex-primeira-dama, mulher muito vaidosa em público, mas no particular doméstico exageradamente econômica (ou, como se diria aos íntimos: munheca de samambaia), ordenou a seu valido, de apelido Zé Melado, fazer uma arrumação em regra no casarão onde moravam, iniciando pelos trastes e cacarecos do porão e quintal, passando-se pela cozinha, despensa e resto da casa, excluídos dessa providência, naturalmente, a sua própria pessoa e a do seu distinto esposo, recomendação que se fazia necessária de vez que o empregado sempre tomava ao pé da letra as ordens recebidas por parte da patroa.
E foram amontoando no terreiro as tralhas, bruacas, esteiras, empanadas, pelegos, trapos de cortinas, cobertores desfiados, roupas velhas, vasilhas enferrujadas, cadeiras quebradas, bacias remendadas e quase tudo que havia dentro daquele museu de inutilidades.
O pobre rapaz, muito bem mandado, estava visivelmente assustado e curioso, ao mesmo tempo, diante daquela tamanha trabalheira e indagando, a si próprio, qual o fim que daria àquele considerável entulho, antes que a dona resolvesse que tudo voltasse a ocupar novamente as gavetas, os armários, a despensa e os quartos que, na verdade, ao serem desocupados, fazia parte do projeto dela de transformá-los em quartos para hóspedes, com a finalidade de engordar, ainda mais, as diversas cadernetas de poupança que mantinha na Minascaixa, cuja agência ficava logo ali ao lado.
E no propósito de arranjar mais um cantinho para mais uma cama, foi despejando quinquilharias, antes guardadas como tesouro, naquele monturo que foi-se formando entre a cobertura do forno e o cercado do galinheiro, até que chegou a vez dos babilaques, revistas forenses, súmulas desatualizadas e velhos compêndios de latim há muito entregues à sanha das traças, bem como uma estante tomada de vários pares de sapatos femininos, de todos os modelos e cores.
Deparando-se diante destes antigos mimos, a velha dama quedou-se e se pôs a lembrar dos tempos áureos em que aqueles lindos objetos, que eram seus presentes prediletos, constituíam-se em moeda de troca que impunha a todos que lhe solicitavam favores, no deslinde de seus interesses junto ao fisco municipal, no rateio de sinecuras e na distribuição do poder administrativo do marido frente à municipalidade.
Tempo bom, aquele pretérito recente, de vacas gordas, roças fartas e cofres cheios!
Tudo porém era diferente e a safra de votos já não era muito favorável ao curral eleitoral da casa grande e o remédio era consolar com as lembranças e cuidar de segurar o que restou daquele tempo de fartura e facilidades.
E a sovina dama, do alto do alpendre, observando cada passo do criado, o que ia cumprindo à risca a sua determinação, atirando ao forno cada objeto descartado, mandou-o imediatamente que poupasse os seus antigos calçados, pois aqueles eram como se fossem troféus e que gostaria de conservá-los.
Num ímpeto de apego àquelas relíquias, juntou-os e os acondicionou, novamente, dentro de um grandc jacá, do qual haviam despejado mais de centenas de garrafas vazias.
Eram, contudo, sapatos fora da moda que jamais seriam aproveitados para calçar aqueles seus pés, sempre tão altivos, que tanto já pisaram, no tempo de glórias, na dignidade e no atrevimento de seus desafetos e também naquela gente chinfrim da cidade que ela tanto detestava e tudo fazia para explorar e extorquir.
A antiga arrogância, que também não conseguia lançar ao forno da iniqüidade, permitia à megera uma força magnética, como a obrigá-la ao resgate daquele lote de sapatos velhos.
Sentia a necessidade extrema de restaurá-los, dar-lhe novos brilhos aos cabedais, com o reforço de novas palmilhas, solados e saltos, o que lhe exigiria gastar uma boa grana, se acaso dispusesse tê-los como novos.
Foi justamente neste momento que lhe ocorreu a idéia de mandá-los ao sapateiro, no que poderia matar dois coelhos com uma única cajadada ou, como era de seu gosto, matar a fome com a vontade comer: há mais de ano e um dia que um de seus locatários, ocupante de um casebre na Rua Direita, ali se instalara com sua tenda de remendão, alegando sempre falta de serviços na tentativa de justificar a contumaz inadimplência, o que de fato era uma realidade da qual ela, como insensível às mazelas sociais, pouco se importava com as razões de quem nada faturava naquela praça onde quase toda a população andava com os pés descalços, pouco havendo de se fazer o oficial que dependesse do resultado de reformar calçados inexistentes, onde poucos cidadãos, como seu ilustre cônjuge, é que podiam se dar ao luxo de andar com os pés protegidos naquelas ruas escuras, sujas e esburacadas.
Contudo, aluguel é aluguel e quem tem casa pra alugar tem por obrigação cobrar o que lhe é devido, nem que seja através de serviços prestados, o que assim estaria de bom tamanho para ambos.
E assim pensado, assim foi que despachou o diligente Zé Melado em direção à tenda do sapateiro, seguindo o mesmo que ia como um burro de carga levando na cacunda o pesado jacá com os ex-preciosos pares de sapatos que um dia desfilaram pelas ruas da cidade despertando a admiração dos homens e a inveja das mulheres de pés rachados, as quais, sob a ótica desprezível daquela anta, não mereciam nem mesmo lamber o chão por ande pisavam aqueles soberanos pés.
Foi logo chegando na sala do casebre, misto de residência e de oficina, entrou com ares de proprietária, ordenando ao Zé Melado que despejasse a carga no meio da loja e que o remendão desse início imediato naquele trabalho que ela desejava fosse sem muita demora.
E o pobre do remendão, refeito do susto da visita e diante da proposta, ou melhor, da exigência, avaliou que aquela poderia ser a oportunidade de, além de saldar a dívida da locação imobiliária, também tirar algum proveito, mesmo que fosse para a propaganda de seu ofício, na esperança de atrair novos fregueses, pelo que haveria de empregar, naquela tarefa, o máximo de dedicação e arte, tendo para isto que comprar o material necessário e até mesmo contratar auxiliares para dar conta de todo aquele recado.
E o que antes era um marasmo, de repente se transformou numa tenda onde o trabalho nunca terminava, varando pelo dia e atravessando altas horas da noite, vendo-se sempre ali a luz acesa para que o serviço fosse realizado conforme a encomenda, o que não passou despercebido ao marido da referida senhora, embora lhe fosse desconhecida a causa da animação que ali era por todos observada.
Mandou, assim, o ex-prefeito, uma carta de cobrança dos referidos alugueres atrasados que, segundo suas expectativas, poderiam agora, com o positivo faturamento da tenda, serem finalmente quitados pelo devedor.
- Meu caro amigo Zé Preto: Não vejo, no momento, como se negará de pagar-me, enfim, as locações de meu imóvel, o que intimo fazê-lo, sem mais tardar, esperando recebê-lo, incontinente, aqui em meu gabinete para tratarmos sobre os termos de um novo contrato, sob pena de determinar, de imediato, o seu necessário despejo.
Ao que foi providenciada a resposta, pela pena de um advogado amigo do sapateiro, desafeto do coletor, para que este, nas entrelinhas, certificasse de que estava bem patrocinado aquele que julgava inadimplente:
- Certamente, prezado amigo senhorio e diligente locador, que lhe devia e meu dever seria o de lhe pagar, não fosse já estar empenhado a quitação dos alugueis vencidos, em razão do serviço já prestado, encomendado que foi por ordem de sua esposa, referentes 65 pares de sapatos diversos cujo restauro já se encontra executado, estando todos, perfeitos, à sua disposição, posto que tem sido o meu trabalho neste último mês, sempre no intuito de ver quitado, como de fato já o tenho, este que foi o nosso compromisso.
O que era determinado pela ex-dama, desde o feliz tempo em que era a primeira-esposa, nunca era ela contestada pelo marido e ele, pacificado e assim conformado, sempre muito cuidadoso para não melindrar-se conjugalmente, temeroso de ferir sucescibilidades em relação a seus segredos de homem galante e aventureiro, deixou como resolvida aquela questão, ao tempo em que, arrefecido o desejo da mulher em ter renovados tantos pares de calçados que lhe seriam supérfluos, também não os foi receber de volta, ignorando-os entre as demais bugigangas do remendão.
Com o passar do tempo Zé Preto viu-se na obrigação de dar destino àqueles vistosos sapados, que em sua vitrine eram cobiçados mas dos quais não podia desfazer, até que, por considerar como finalmente ignorados pela dona, resolveu doá-los.
Escolheu, então, diferentes e variadas beneficiadas com aqueles mimos e ele próprio fez questão de fazer a entrega, a cada uma delas, como se fosse presentes mandados, a cada uma, pelo mulherengo esposo da ex-dama.
Chegado o mês de junho, no dia da missa solene da Festa do Rosário, foi com a maior admiração de quem estava no largo da igreja, no desfile da procissão, que a cidade viu, só que em diferentes pés, aqueles conhecidos sapatos, que antes adornavam os pés mimosos da primeira-dama, agora enfeitando os pés rachados de diferentes e secretos amores do velho alcaide, o qual, sem muito o que fazer, ainda agradeceu ao amigo "Paraná", seu principal confidente, por aquele admirável gesto de amizade, senso de oportunidade, desprendimento, caridade e bom gosto.
E tudo ficou como dantes, e ninguém mais falou em cobrança ou em sapatos reformados, naquele antigo sobrado dos Abrantes.
Zé Preto Paraná, além de sapateiro, foi um grande repentista e animador de bailes onde se apresentava, com seu característico chapéu verde com uma peninha vermelha na fita, seu sorriso enfeitado com um enorme dente de ouro, ao ritmo do seu inconfundível pandeiro, cantando sem microfone as suas rancheiras que enchiam de alegria o Salão de Molas, o "CRIM de Zé Bustika, o carnaval do "Pernil" e os forrós do Clube Popular.
Mais uma de nossas figuras populares que se juntam, lá no céu, a tantos outros, como João da Rocha, Berola, Zé de Chico Tropeiro, Rodolfo Gomes, Zé de Maria Loura, Moreira, Militão, Gabriel Borges, Gentil de Santa, JB Fernandes, Artur Quirino, Plínio, João Batista, Wagner, Sargento Leão e muitos que tanto contribuíram, com o talento e a arte musical, para fazer de nossa terra um lugar tão feliz e agradável de se viver.
geraldo mota
http://geraldomotacoelho.blogspot.com/
sábado, 15 de agosto de 2009
ESCOLA DE MEDICINA DA UFVMJ, NO MUNICÍPIO DE MINAS NOVAS
ESCOLA DE MEDICINA DA UFVMJ EM MINAS NOVAS
Está em curso uma campanha para instalação de uma ESCOLA DE MEDICINA vinculada à Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri., uma reivindicação justa e oportuna, à qual se devem juntar as vozes, os esforços e os prestígios de todas as lideranças que têm o compromisso de defender os interesses desta região que somente agora tem sido olhada pelo Poder Público.
Digo agora, e refiro-me ao atual Governo, de vez que, com a justiça do reconhecimento, não há o que se negar de que tudo o que se fez, até aqui, com o pretexto de beneficiar o Vale, na realidade foi feito para beneficiar tão-somente a cidade e o entorno de Diamantina, que embora seja a terra natal de Juscelino Kubistchek, que poderia ter feito muito mais, mas não o fez, trata-se de um município dominado por uma elite egoísta, feudo de pequenos burgueses que detestam o povo do "resto" do Vale e dele só têm o interesse na exploração comercial predatória, sem participação efetiva e compromissada nas ações comuns e gerais que se desenvolvem no sentido de uma união dos interesses coletivos, em prol de todos os municípios membros da região.
Grande prova disto tem sido a tradicional falta de visão política, de médio e longo prazo, por parte dos diamantinenses, que se julgam superiores e preferem situar-se acima dos acordos regionais em torno dos quais se dedicam os demais municípios para eleger "a prata da casa", o que tem sido inviabilizado justamente por esta posição equivocada das lideranças do município de Diamantina, onde o fenômeno da fragmentação eleitoral sempre foi considerável e marca, de forma cristalina, a ausência do cooperativismo, a preferência pelo individualismo, pelo egoísmo e pelo desprezo à ação solidária que deveria existir, principalmente a partir desse município já por demais beneficiado, que tudo quer e tudo exige, omitindo-se sempre em relação aos demais, para que toda região permaneça dele dependente administrativamente.
É lamentável que sejamos obrigados a admitir que uma sociedade que se apresenta como culta, avançada e bem articulada assim proceda, mas as estatísticas estão ai para comprovar, com os fiascos que tem sido as candidaturas das lideranças diamantinenses, as quais jamais conseguiram consolidar apoios e identidade política nos seus pleitos aos cargos proporcionais, pois nesse município a preferência é sempre a favor de candidatos alienígenas, pára-quedistas que aí comparecem para a garimpagem de votos, jamais considerando o pressuposto lógico de que a "prata da casa" é que deveria ser privilegiada e fortalecida para, desta forma, viabilizar-se o aproveitamento dos valores e das potencialidades, bem como possibilitar a ocupação de cargos políticos estratégicos por conterrâneos, por pessoas locais ou da região, em todos os níveis, como deputados estaduais, deputados federais, senadores e, por consequência destes, nos demais escalões, a exemplo dos cargos de diretores, secretários, delegados, pois o que se tem de real, até então, é o fato de que nem mesmo o ex-presidente JK nunca teve expressiva votação em sua própria terra. Esta, infelizmente, é uma realidade que tem travado o nosso progresso, pois essas ditas lideranças agem ao contrário da razão, tudo fazendo esses políticos mercantilistas para ser o município deles a receber os frutos dos esforços alheios, pois enquanto os demais municípios se reúnem a favor de um candidato comprometido com as causas do Vale, em Diamantina buscam fortalecer os estranhos. Assim tem acontecido em todas as eleições e o que se nota é que a maior parte dos cargos e repartições estaduais e federais, passam a ser ocupados, na própria Diamantina, por afilhados dos políticos baseados em outras regiões de Minas, o que se reflete até mesmo nos diversos cursos da UFVJM, que deveriam ser distribuídos em diversos campi, observando-se que nessa escola se estabeleceu um verdadeiro monopólio, com forte lobby de multinacionais que atuam na exploração dos recursos naturais do Vale do Jequitinhonha, sempre com o apoio de políticos de fora do Vale, mas que tem o poder de mando reforçado pelos votos garantidos que lhe são destinados pelo poder econômico dessas empresas que detém os votos de cabrestos e a capacidade de reparti-los, na safra eleitoral, entre os "políticos" tejucanos e eucalipteiros, centralizando tudo em Diamantina para, dali, facilmente exercerem o controle social de todo o Vale.
E esta situação vergonhosa não pode mais ser admitida e muito menos ser repetida. O povo de Diamantina precisa ser mais inteligente e agir com mais espírito de cidadania e senso democrático, pois sabemos que os conterrâneos do grande JK, na sua maioria, estão sendo vítimas de uma acomodação que em nada os beneficia.
Queremos, sim, muitas e muitas escolas e, principalmente escolas superiores sérias em todo nosso Vale. Desejamos que o curso de medicina se revele uma realidade, um sonho que tudo tem a favor de nosso povo para se tornar o marco do progresso, uma grande realidade que pode logo ser realizada para o bem de todos, pois não se pode querer o bem comum e o desenvolvimento excluindo vizinhos e impedindo que a periferia cresça e se desenvolva, permanecendo como eternas províncias ou guetos..
É preciso que haja bom senso e compreensão, procurando-se fazer justiça com os demais municípios e permitir que o progresso, equitativamente, seja para todo o Vale do Jequitinhonha, com oportunidades iguais para todos os habitantes.
É preciso reconhecer os esforços históricos, o trabalho árduo, a esperança, a fé, os sacrifícios e a tradição das demais cidades, muitas delas que reúnem condições muito mais favoráveis para a instalação de cursos específicos, em razão da localização geográfica, da topografia, do clima, da disponibilidade de recursos diversos e até mesmo pelo merecimento da população que se destacou nos esforços para a canalização política das reivindicações, elegendo as verdadeiras lideranças que se identificam com a população do Vale do Jequitinhonha, o que, certamente, não tem sido a realidade em relação ao eleitorado da cidade diamantinense que se arvora de ser o "portal" do Vale..
Nesse sentido é que estou lançando um apelo aos mineiros que se identificam com o Vale do Jequitinhonha que se juntem ao esforço de viabilizar esse curso e levá-lo para um município que faça jus ao benefício, pois o curso de medicina é um sonho que se torna cada vez mais possível de ser realizado, em razão dos esforços desenvolvidos pelos eleitores que souberam escolher suas verdadeiras lideranças políticas, sem as quais o Vale continuaria esquecido e abandonado como atravessou todos estes séculos, somente agora sendo lembrado, quando teve o patrocínio de seus próprios filhos, que merecem ser reconhecidos nas urnas, de agora em diante também por parte dos eleitores de Diamantina..
Proponho, assim, que a futura ESCOLA DE MEDICINA DA UFVJM seja instalada em qualquer outra cidade do Vale, diferente de Diamantina que já está muito bem servida e muito generosamente há de abrir mão de mais investimentos, a favor de suas humildes co-irmãs mais interioranas, podendo continuar sendo grandiosa, admirada e a tão festejada "Jóia brilhante e altaneira do Jequitinhonha", o "Portal Grandioso da Cultura do Nordeste Mineiro".
Sugiro, inclusive, por uma questão de direito de preferência, que seja instalada em MINAS NOVAS, que além de ser a cidade natal de CARLOS MOTA, o idealizador da UFVJM, pois foi no seu mandato de deputado federal que tudo ele fez no sentido de viabilizar e aprovar vários projetos beneficiando todos os municípios de sua base eleitoral, inclusive a lei que criou a Universidade dos Vales, sendo este grande município, sede da antiga Vila do Fanado, centro geográfico do Vale e célula-mater de grande parte dos municípios que compõem, não só o Jequitinhonha, mas também o Vale do Mucuri e um pedaço do Vale de São Mateus.
Foi em Minas Novas, também, que nasceu a DRA. ALZIRA REIS, a primeira mulher mineira a se formar em Medicina e a pioneira, em todo o Brasil, da especialidade de pediatria e da puericultura, profissional dedicada e respeitada nacionalmente que clinicou durante muito tempo em sua terra natal, na década de 1930 e depois se transferiu para a cidade de Teófilo Otoni, onde instalou a primeira clínica médica daquele município e fundou ali o seu primeiro ginásio. (vide sua história no Blog de Geraldo Mota)
Defendo, de igual maneira e com os mesmos argumentos, que sejam repartidos os louros dessa conquista, instalando-se um campus na cidade de ITAMARANDIBA, terra natal do deputado estadual DÉLIO MALHEIROS, político sério e batalhador inequívoco nesta luta em prol da Escola de Medicina da UFVMJ, também porque é um município histórico, pioneiro no que se refere à Medicina em todo o Estado de Minas Gerais, pois foi ali que, no alvorecer do século passado se iniciou um trabalho ambulatorial com a Santa Casa de Misericórdia de São João Batista, voltada ao tratamento da tuberculose, do crupe, da hanseníase e de doenças endêmicas que vitimavam milhares de inocentes sertanejos, trabalho que resultou na chegada e no estabelecimento de um dos mais importantes cientistas da humanidade, o médico francês AFONSO PAVIE, cuja saga espetacular e histórica já foi descrita e consta também deste Blog.
O sacrifício é de todos que lutam e portanto o mérito e os louros da vitória devem ser repartidos entre os municípios merecedores, sendo estes os que sempre acreditaram na sua capacidade de se articular, de unir, de trabalhar, de somar esforços e de buscar os caminhos honestos para garantir o desenvolvimento harmônico e sustentável de toda a região, sem egoísmo e sem curvar-se às propostas indecorosas de compradores de votos, de aproveitadores, oportunistas, bajuladores e parasitas das riquezas do Vale do Jequitinhonha, que agem apenas a favor de interesses escusos, abusando das nossas tradições e de nossos sonhos de progresso e felicidade.
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geraldo mota
http://geraldomotacoelho.blogspot.com/
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)
STANISLAW PONTE PRETA, que na verdade se chamava Sergio Porto, ficou também conhecido no Brasil pelo apelido de LALAU, por força de sua coluna jornalística que escrevia com o título de “CERTINHAS DO LALAU”, enfocando a sociedade do Rio de janeiro, com suas belas garotas e as paradisíacas praias cariocas, inspiradoras de suas crônicas e as fofocas que incendiavam a sociedade de todo o país, naquela saudosa época de efevercência cultural e política séria, antes do período em que vigorou o regime militar que muito o perseguiu, devido à sua posição crítica de muita pilhéria, ironia e fino humor que mexia com os brios dos milicos e censores de plantão.
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Era um jornalista de primeira água, competente, culto, corajoso e, acima de tudo, criativo e sincero.
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Era um sentimental e um grande amante das artes e da vida.
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Sérgio Porto, por ele mesmo:
"Auto-retrato do artista quando não tão jovem"
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"ATIVIDADE PROFISSIONAL: Jornalista, radialista, televisista (o termo ainda não existe, mas a atividade dizem que sim), teatrólogo ora em recesso, humorista, publicista e bancário.
OUTRAS ATIVIDADES: Marido, pescador, colecionador de discos (só samba do bom e jazz tocado por negro, além de clássicos), ex-atleta, hoje cardíaco. Mania de limpar coisas tais como livros, discos, objetos de metal e cachimbos.
PRINCIPAIS MOTIVAÇÕES: Mulher.
QUALIDADES PARADOXAIS: Boêmio que adora ficar em casa, irreverente que revê o que escreve, humorista a sério.
PONTOS VULNERÁVEIS: Completa incapacidade para se deixar arrebatar por política. Jamais teve opinião formada sobre qualquer figurão da vida pública, quer nacional, quer estrangeira.
ÓDIOS INCONFESSOS: Puxa-saco, militar metido a machão, burro metido a sabido e, principalmente, racista.
PANACÉIAS CASEIRAS: Quando dói do umbigo para baixo: Elixir Paregórico. Do umbigo para cima: aspirina.
SUPERTIÇÕES INVENCÍVEIS: Nenhuma, a não ser em véspera de decisão de Copa do Mundo. Nessas ocasiões comparativamente qualquer pai-de-santo é um simples cético.
TENTAÇÕES IRRESISTÍVEIS: Passear na chuva, rir em horas impróprias, dizer ao ouvido de mulher besta que ela não tão boa quanto pensa.
MEDOS ABSURDOS: Qualquer inseto taludinho (de barata pra cima).
ORGULHO SECRETO: Faz ovo estrelado como Pelé faz gol. Aliás, é um bom cozinheiro no setor mais difícil da culinária: o trivial.
Assinado, Sérgio Porto, agosto de 1963."
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EIS AQUI UMA DE SUAS FRASES:
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- No Brasil as coisas acontecem, mas depois, com um simples desmentido, deixaram de acontecer.
- Antes só do que muito acompanhado.
- Quando aquele cavalheiro nervoso entrou no hospital dizendo “eu sou coronel, eu sou coronel”, o médico tirou o estetoscópio do ouvido e quis saber: “Fora esse, qual o outro mal do qual o senhor se queixa?”
- Ser imbecil é mais fácil.
- Está dando mais do que cará no brejo.
- Nos trens suburbanos não livram a cara nem de padre, que dirá mulher de minissaia.
- O mais perigoso é que já estão confundindo justa causa com calça justa.
- O Reino Unido não é tão unido assim como eles dizem, não.
- Desligou o telefone com uma violência de PM em serviço.
- Mais monótono do que itinerário de elevador.
- Macrobiótica é um regime alimentar para quem tem 77 anos e quer chegar aos 78.
- Consciência é como vesícula, a gente só se preocupa com ela quando dói.
- Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante.
- Sempre ouviu dizer que o homem totalmente realizado é aquele que tem um filho, planta uma árvore e escreve um livro. Tinha um filho, plantou uma árvore, o filho trepou na árvore, caiu e morreu. Só lhe restou escrever um livro sobre isso.
- Quem não tem quiabo não oferece caruru.
- Mania de grandeza é a desses suplementos literários que têm um aviso dizendo que é proibido vender separadamente.
- Pode-se dizer a maior besteira, mas se for dita em latim muitos concordarão.
- Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro.
- Todo homem previdente sorri sem falha no dente.
- Mulher expondo teoria sobre educação infantil é solteira na certa.
- Menino mijado, bode embarcado e chefe de Estado, nunca fica despreocupado.
- Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!
- Esperanto é a língua universal que não se fala em lugar nenhum.
- Pra quem gosta de jiló, coruja é colibri.
- Era desses caras que cruzam cabra com periscópio pra ver se conseguem um bode expiatório.
- O terceiro sexo já está quase em segundo.
- As coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são, pela ordem, bofetão de mulher e tombo de bunda no chão.
- Caetano Veloso confunde velocidade com trepidação.
- Hoje em dia ninguém é bonzinho de graça.
- A polícia prendendo bicheiros? Assim não é possível. Respeitemos ao menos as instituições!
- O primeiro nome de Freud era Segismundo. Aliás, não só seu primeiro nome como também seu primeiro complexo.
- Às vezes é melhor deixar em fogo lento do que mexer na panela.
- Mais inútil do que um vice-presidente.
- Mais mole que bochecha de velha.
- A polícia anda dizendo que prende um bandido de meia em meia hora, então a gente fica desconfiado que eles assaltam de 15 em 15 minutos.
- Ninguém se conforma de já ter sido.
- Quem desdenha quer comprar, quem disfarça está escondendo, mas quem desdenha e disfarça, não sabe o que está querendo.
- Mulher enigmática, às vezes é pouca gramática.
- Quando um amigo morre, leva um pouco da gente.
- Nem todo rico tem carro, nem todo ronco é pigarro, nem toda tosse é catarro, nem toda mulher eu agarro.
- Quem diz que futebol não tem lógica ou não entende de futebol ou não sabe o que é lógica.
- A diferença entre o religioso e o carola é que o primeiro ama a Deus, o segundo, teme.
- Pediatra sempre capricha na pronúncia quando anuncia sua especialidade, pra evitar mal-entendidos.
- Nem todo gordo é bom, muitos se fingem de bonzinhos porque sabem que correm menos.
- Tinha tal pavor de avião que se sentia mal só de ver uma aeromoça.
- Mulher e livro, emprestou, volta estragado.
- O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto.
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UMA DE SUAS PÉROLAS:
- Da minha janela vejo o pátio de um colégio e quando a campainha toca para o intervalo das aulas eu paro de trabalhar e fico olhando, como se estivesse no recreio também.
- O importante é não deixar nunca que o menino morra completamente dentro da gente. Caso contrário, ficamos velhos mais depressa. Dizem que é por isso que os chineses, de incontestável sabedoria, conservam o hábito de soltar papagaio (ou pipa, se preferirem) mesmo depois de adultos. Não sei se é verdade, nunca fui chinês.
Stanislaw Ponte Preta, nosso querido Sérgio Porto (1923/1968), teve sua vida esmiuçada por Renato Sérgio no livro Dupla Exposição: Stanislaw Sérgio Ponte Porto Preta, editado pela Ediouro Publicações S.A. - Rio de Janeiro, 1998. Dali extraímos os frases acima (pág. 266 e seguintes), muitas das quais refletem o clima em que vivia o autor face à “revolução redentora de 1964″, como ele costumava dizer.
Filho de Américo Pereira da Silva Porto e de D. Dulce Julieta Rangel Porto, Sérgio Marcos Rangel Porto, um cidadão acima de qualquer desfeita, nasceu no Rio de Janeiro em pleno verão, no dia 11 de janeiro de 1923, e ficou famoso anos depois sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, emprestado à Oswald de Andrade (vide Memórias de Serafim Ponte Grande).
Dizem seus estudiosos que no citado livro teria encontrado seu grande filão: a irreverência.
Era um mestre das comparações enfáticas:
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Traçou, em 12 palavras, o retrato de uma época , os tais anos dourados nada permissivos, quando o preconceito prevalecia, principalmente em matéria de sexo:
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Criador de Tia Zulmira, Rosamundo e Primo Altamirando, foi com seu Festival de Besteira que Assola o País - FEBEAPÁ, lançado em plena vigência da Redentora, apelido do golpe militar de 1964, que ele alcançou seu grande sucesso. Stanislaw afirmava ser difícil precisar o dia em que as besteiras começaram a assolar o Brasil, mas disse ter notado um alastramento desse festival depois que uma inspetora de ensino no interior de São Paulo, portanto uma senhora de nível intelectual mais elevado pouquinha coisa, ao saber que o filho tirara zero numa prova de matemática, embora sabendo tratar-se de um debilóide, não vacilou em apontar às autoridades o professor da criança como perigoso agente comunista.
FICA AÍ, PORTANTO, MINHA HOMENAGEM AO CHARÁ ILUSTRE, DO QUAL, NÃO SEI PORQUÊ, TOMARAM EMPRESTADO O MEU APELIDO.
-
- Pedrinho, qual a profissão de seu pai?
---- Advogado, professora.
-
- E a do seu pai, Marianinha?
---- Engenheiro.
-
- E o seu, Aninha?
---- Ele é médico
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-E o seu pai, Joãozinho, o que faz?
------Ele... Ele é dançarino numa boate gay!
-- Como assim? (pergunta a professora, surpresa)
-
- Uai Fessora, ele dança na boate vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas; os homens passam a mão nele e poem dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele.
-
A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos Joãozinho.
-
Ela caminha até o garoto e novamente lhe pergunta:
-
- Menino, o seu pai realmente faz isso?
-
- Não, fessora. Agora que a sala tá vazia, eu posso falar :
-
- Ele é o PRESIDENTE DO SENADO...
-
-Mas dá uma vergonha falar isso na frente dos outros, né memo? !!!
BRASIL COVARDE
RENÚNCIA DE TODOS OS SENADORES!
(Artigo de Guilherme Fiuza)
-
Em defesa de José Sarney, Collor mandou Pedro Simon engolir suas palavras. Simon voltou a falar, mas engoliu. Em seco. Depois relatou que teve medo.
O olhar vidrado de Collor lembrou ao senador gaúcho o crime cometido pelo pai dele, Arnon de Mello, que matou um colega no plenário. Simon achou que podia ter o mesmo fim trágico. Trágico mesmo nessa história é o medo do valente Pedro Simon.
Collor disse a Simon que não se atrevesse a repetir o seu nome, nunca mais. A intimidação fez efeito, e Simon não mais pronunciou o nome do colega.
Se ainda existissem homens públicos, Pedro Simon, ou qualquer outro senador, deveria ter respondido imediatamente a Fernando Collor de Mello (este é o nome dele): o Senado é uma alta representação do povo, os que lá estão têm nomes, e no dia em que algum deles não puder ser pronunciado a democracia terá morrido.
-
-
Collor foi absolvido na Justiça, cumpriu a pena política e conseguiu voltar a se eleger.
Ao entrar no plenário do Senado bufando, tentando intimidar, ameaçando com chantagens e perseguições, este homem está dizendo o seguinte ao país: não quer ser tratado como um democrata, quer ser tratado como bandido.
Entre o medo de Pedro Simon e a apatia da opinião pública, Fernando Collor de Mello (este é o seu nome) saiu de cabeça erguida do Senado. O terror venceu. E no dia seguinte, foi recebido discretamente por ninguém menos que sua santidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
É por isso que José Sarney sobe à tribuna e mente à vontade. Não tem problema ele dizer que não tem nada a ver com Agaciel e a farra do tráfico de influência.
Se Collor pode fazer discurso de bandido no Senado e ser recebido em seguida por Lula, por que implicar com as molecagens da família Sarney?
O melhor é ligar a TV e assistir à marmelada no Conselho de Ética com pipoca e Coca-Cola.
PS: O nome do senador impronunciável é Fernando Collor de Mello.
GUILHERME FIUZA - JORNALISTA
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TADEU MARTINS NA ASSEMBLEIA

LOCAL: TEATRO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
ENTRADA FRANCA
Nesta apresentação no Projeto ZAS, da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, com entrada franca, Tadeu Martins contará muitos causos e declamará vários cordéis, acompanhado pela viola caipira de Letícia Leal.
Tadeu Martins, escritor e contador de causos, nome bem conhecido no meio cultural brasileiro, é natural de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, região onde ele criou em 1978 o Jornal GERAES e em 1980 o FESTIVALE, um dos maiores eventos de cultura popular do Brasil.
Já se apresentou em 09 Capitais, em mais de 300 cidades brasileiras, além de contar os seus causos para brasileiros nos Estados Unidos, França, Itália, Argentina e Uruguai.
Produtor de eventos há mais de 30 anos, tem dez livros editados, sendo que dois deles foram lançados também nos Estados Unidos: "MINAS EM VERSOS & OUTRAS PROSAS GERAIS", em janeiro de 2003, e "JOGANDO CONVERSA FORA", em março de 2005.
Tadeu foi o idealizador de muitos eventos importantes em Minas Gerais, como Festivale, Carnaviola,O Melhor dos Festivais de Minas, Santa Tereza em Serenata e a famosa Caminhada do Centenário de Belo Horizonte, entre tantos outros.
Membro Efetivo da Comissão Mineira de Folclore, já foi Presidente e Diretor de Eventos da Belotur, e participa do projeto "CAUSOS & VIOLAS DAS GERAIS", do SESC-MG, que desde 2003 percorre uma cidade de Minas Gerais a cada sábado. Projeto que já foi aplaudido por mais de 350.000 pessoas.
Contatos: (31) 8474.2050
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
VIVA A MORAL E A SOCIEDADE!
IR A ALGUM MOTEL
(Por: Luiz Fernando Veríssimo)
Mirtes não se agüentou e contou para a Lurdes:
- Viram teu marido entrando num motel. com uma mulher ...
A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou como uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio.
Depois pediu detalhes.
- Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No Discretíssimu's.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?
- Não sei, Lu.
- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga...
Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo e contou por quê.
- Mas que história é essa, Lurdes? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você!
- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir. - Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.
- Pois então?
- Pois então, que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!
- Mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por causa de uma convenção?
- Vou!
Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou.
Estava sombrio:
- Acabo de receber um telefonema - disse. - Era o Dico.
- O que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que me contar...
- Contar-lhe o quê?
- Que você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem.
- Mas você mesmo sabe que "O homem" era você!
- Eu sei, mas eu não fui identificado.
- Você não disse que era você?
- O quê? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?
- E então?
- Desculpe, Lurdes, mas...
- Mas o quê???
Vou fazer o que a "convenção" me obriga:
- Vou ter que te dar uma surra...
* * * * *
MORAL DA HISTÓRIA :
DEVEMOS CUIDAR APENAS DA NOSSA SAÚDE, PORQUE DA NOSSA VIDA TODO MUNDO CUIDA...
ASSIM É A HIPOCRISIA!
E ASSIM FUNCIONAM AS CONVENÇÕES SOCIAIS!
--
geraldo mota
http://geraldomotacoelho.blogspot.com/
BRANCO DE FÁTIMA: Música e poesia no Sábado Cultural em Malacacheta
UM DOS MAIS IMPORTANTES DISCURSOS POLÍTICOS PROFERIDOS NOS ÚLTIMOS TEMPOS!
Para: VOCÊ
Data: quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Assunto: QUE DISCURSO FANTÁSTICO!!!
Leia o discurso proferido pelo Presidente da Costa Rica, perante o Lula e demais presidentes latino-americanos, na Cúpula das Américas, no dia 18 de abril de 2009, em Trinidad e Tobago. Mas leia com atenção e veja que lucidez daquele Presidente! Espetacular!
Aqui, o Governo gosta de investir é no MST e nas maracutaias, nos cartões corporativos, nos mensalões, na extorsão legal ao pobre e desinformado cidadão
brasileiro, que só pensa levar vantagem em tudo, que cruza os braços e espera as bolsas emolas chegarem! Um bando de preguiçosos que não querem saber de estudar, para desenvolver a si e o País! A começar por um presidente que se vangloria de nunca ter lido um livro! Um povo que fica feliz ao ter seu voto comprado por qualquer porcaria de engodo governamental e vai por aí afora!
JOBOCOPAZ
BELO HORIZONTE - MG - BRASIL
ALGO HICIMOS MAL
(ALGO FIZEMOS MAL)
****************************
(Palavras do Presidente Oscar Arias, da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009)
"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.
Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1.750, todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos éramos pobres.
Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.
Há também uma diferença muito grande. Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.
Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal.
Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.
Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura, em questão de 35 a 40 anos, é um país com $40.000 de renda anual por habitante.
Bem... algo nós fizemos mal, nós, os latino-americanos.
Que fizemos errado?
Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos.
Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.
De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.
Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.
Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.
Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.
Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano. Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano.
Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.
No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.
Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $ 2 (DOIS DÓLARES!) por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000. 000.000) em armas e soldados.
*Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000* milhões em armas e soldados.
Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr.. aponta, com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; que não criamos a infra-estruturar necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.
Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.
Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou.
Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
E eu, lamentavelmente, concordo com eles.
Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, social-cristianismo...) os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX,que é o *pragmatismo* .
Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:
"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".
E se Mao Tse Tung estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso".
E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há
muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.
Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.
Muchas gracias."
geraldo mota
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