quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

CAMINHANTE - livro de autoria do Dr. José Transfiguração Figueiredo

(Clique com seu "mouse" sobre as imagens, abaixo, de modo a ampliá-las para melhor visualização)

Volto hoje a abordar o livro "CAMINHANTE" que, embora lançado pelo seu autor, o meu amigo DR. JOSÉ TRANSFIGURAÇÃO FIGUEIREDO, ainda no ano de 2007, somente muito depois tive a honra de tomar conhecimento e dele receber um exemplar que me foi enviado pela minha querida irmã Durvalina Coelho de Figueiredo, que reside na cidade de Itambcuri onde também mora o ilustre escritor.
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Trata-se, aqui, de um esforço, talvez pretensioso de minha parte, de divulgar os escritores, poetas, músicos, cantores, artistas plásticos e personalidades ilustres que tenham raízes ou algum outro tipo de ligação com Minas Novas e cujas publicações e feitos façam referência à história e à cultura dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, cuja origem, praticamente de todos os municípios que compõem essa vasta, depauperada e esquecida parte do Estado de Minas Gerais, está intimamente ligada à antiga Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso das Lavras Novas de São Pedro do Fanado.
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Sempre que me for possível, a exemplo desta oportunidade, esta será uma das atividades que pretendo desenvolver, com o maior empenho e gosto, através deste meu humilde Blog, buscando conhecer e divulgar a nossa cultura, saindo da mesmice e do lugar-comum que até aqui tem sido a tônica cultural incentivada por falsas lideranças a quem pouco interessa o aprofundamento dos fatos históricos e das pesquisas que são necessárias ao conhecimento do público para sedimentar a educação do povo e possibilitar o desenvolvimento sócio-cultural-econômico de nossa região.
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Esta publicação, certamente, vai encantar a todos os minas-novenses, assim como aos amantes, em geral, da boa literatura.
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Esta é a capa do livro "CAMINHANTE" uma coletânea de relatos - muito mais fidedignos à memória de quem se arrisca a publicar seus escritos, em relação aos simples contos - quando de fato vasados na forma primorosa e elegante a exemplo desta preciosidade inspirada no coração romântico de um sertanejo do Fanado - que ainda menino saiu da "Fazenda Campestre", antiga propriedade de seu pai Inhô Figueiredo, localizada à beira do ubertoso Rio Setúbal, nas proximidades do povoado de Baixa Quente, em sua margem esquerda que hoje faz parte do Município de Chapada do Norte.


JOSÉ TRANSFIGURAÇÃO FIGUEIREDO, o autor dessa obra-prima, contudo, trás n'alma, no peito e nos documentos pessoais a sua naturalidade de minas-novense, o que declara com orgulho e visível consideração aos ancestrais gloriosos que foram os pioneiros dessas plagas.

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Dessa sua terra natal, onde estudou as primeiras lições do curso primário, sob a guarda carinhosa de sua tia Dona Herculana Figueiredo, dedicada esposa do Coronel João André da Costa, mudou-se ainda criança para a vizinha cidade de Capelinha, onde foi matricular-se no Grupo Escolar Coronel Pedro Coelho. De lá foi fazer o curso científico em Diamantina, depois seguiu para Belo Horizonte, onde se bacharelou em direito, com a máxima distinção, na vetusta Faculdade de Afonso Pena, hoje a Escola de Direito da UFMG, tornando-se um dos mais capazes, combativos, escolhidos e celebrados advogados militantes nos fóruns de todo o Estado de Minas Gerais, neste quase meio século de brilhante atividade em prol da ciência jurídica, tanto como festejado mestre, fundador que é de escolas e professor catedrático da mais alta competência, sobretudo no exercício de sua arte, como inigualável tribuno a defender os interesses de seus milhares de clientes, sempre fazendo prevalecer a ética, o profissionalismo, o império da lei e os postulados da justiça.


O livro revela, com todas as letras e cores, uma obra poética que é, ao mesmo tempo, real e intrigante, na concepção desse memorável autor, dotado de poderes que somente se manifestam através da boa formação cultural e pelo esmero na erudição de quem produz movido pelo zelo e pela competência, privilégios que conferem ao escriba a opção de ser simples, embora perfeito, ao descrever sentimentos com tamanha naturalidade e tanta clarividência, fazendo-o sem afetar ou corromper o significado antropológico e científico de seu objetivo.


Dr. José T. Figueiredo é figura ímpar na galeria de homens ilustres que conheço – inolvidável, digo eu com a segurança de quem teve a honra e o privilégio de com ele se relacionar por um bom e agradável tempo, enquanto tive a ventura de residir e trabalhar na agradabilíssima Itambacuri, essa terra abençoada e progressista que soube acolher como seu verdadeiro filho, entre aqueles mais ilustres e produtivos, este cidadão completo que, com toda a justiça do mundo, também tudo tem feito para corresponder e justificar o carinho, o reconhecimento e a gratidão do maravilhoso povo desse município que se agiganta na hospitalidade e se desenvolve sob a auspiciosa proteção de Nossa Senhora dos Anjos.


Homem culto, decidido, elegante, eclético e estudioso, Dr. Zé Transfiguração, como carinhosamente todos nós o conhecemos, sempre cuidou do corpo, da mente e do seu meio social, irradiando sua energia produtiva e destacando-se em todos os segmentos da vida comunitária de nossa querida Itambacuri, onde sua ação benfazeja sempre foi, e continua sendo, determinante para que os resultados se revelem da melhor forma, eficientes e socialmente positivos. Esse é o perfil do autor de "Caminhante" que, apesar de seus conhecimentos, experiências e indiscutível capacidade moral e laboral, mesmo quando convocado para esse mister, jamais se deixou imiscuir em questões político-partidárias, senão naqueles momentos decisivos em que sua severidade e franqueza se fizeram necessárias para bradar o inconformismo diante aos desmandos e orientar seus liderados contra a militância de agentes carreiristas que eventualmente se aventuram na prática demagógica e mercantilista que ameaça contaminar os embates eleitorais desse vasto, estratégico, rico e disputado município que fica, justamente, na confluência dos Vales do Mucuri e Rio Doce e que, pela vertente leste, abriga os primeiros mananciais do Rio São Mateus.


Muito teria a acrescentar sobre a figura expressiva e exemplar desse grande autor, nosso ilustre conterrâneo, que ainda vai se imortalizar pelos caminhos da literatura brasileira. De sua obra, principalmente a respeito do livro "Caminhante", o melhor que faço é recomendar a sua criteriosa leitura, pois seria muita pretensão de minha parte arriscar comentários que, em razão de meu pouco alcance crítico, pouquíssimo poderia contribuir no realce da grandeza e do brilhantismo de seu precioso conteúdo. Entretanto, em homenagem ao bom gosto que toda obra expressa e me permitindo a este salutar exercício de louvá-la, congratulo-me com o ilustre escritor e peço-lhe autorização para incluir em meu blog os fragmentos que se seguem, de forma a conclamar a juventude de minha terra fanadeira, convidando-os a conhecer e a admirar este nosso importante filho de Minas Novas.


(Primeiro conto do livro)


Quem estiver interessado em adquirir um exemplar dessa obra, entre em contato com o autor pelo e-mail jtransfiguracao@hotmail.com


Informo, também, que o livro pode ser adquirido na Casa de Cultura Historiador Serafim Ângelo da Silva Pereira – que fica em Itambacuri, no Centro da Juventude, localizado à Rua Seráfica, 1.288 - CEP 39.830-000


Faço aqui duas observações que julgo oportunas:

A primeira é sobre a pessoa do Historiador Serafim Ângelo da Silva Pereira, que empresta seu nome a esta fabulosa iniciativa dos jovens itambacurienses. Trata-se também de um grande escritor, natural e residente na cidade de Itambacuri onde, a exemplo do Dr., José Transfiguração Figueiredo, exerce forte liderança, em todos os sentidos da cidadania, como chefe de uma das mais numerosas, expressivas, tradicionais e importantes famílias daquela comunidade, contribuindo de forma exemplar e decisiva com todas as iniciativas positivas que fazem daquele município um lugar ideal para se viver, trabalhar e investir. Este ilustre escritor, que é membro efetivo do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MINAS GERAIS, tem vários livros já publicados (que também podem ser adquiridos naquela Casa de Cultura), é neto do minas-novense Coronel João André da Costa, sendo ele filho de Dona Orlinda Figueiredo Costa Silva Pereira e casado com Dona Olga Barbosa, natural de Capelinha, família de grande importância no cenário mineiro que tem também suas raízes no município de Minas Novas. Um dos filhos deste casal é o médico Augusto Barbosa Silva Pereira, político atuante na cidade de Governador Valadares, onde já exerceu vários cargos, inclusive o de prefeito daquele município, considerado como um dos mais importantes do Brasil.


A segunda observação é sobre a Casa de Cultura de Itambacuri: Esta iniciativa, que merece destaque, tem a chancela da criatividade, do esforço e da maturidade cidadã dos jovens, com o apoio das lideranças dos diversos segmentos da sociedade local, onde se desenvolvem projetos culturais e sociais da maior importância para a educação, a cultura e a economia do município, abrindo amplas oportunidades a todos os que desejam uma cidade desenvolvida, progressista e humana. Este, portanto, é um projeto que deveria ser conhecido e copiado pelos jovens das demais cidades da região, ficando assim a nossa humilde sugestão aos nossos conterrâneos.

geraldo mota
http://geraldomotacoelho.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

-- Hora do Planeta--

Junte-se a nós agora!

O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

Muitos países como Austrália, França, Estados Unidos e China já se juntaram ao movimento. No Brasil, a Hora do Planeta já conta com a adesão oficial da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o prefeito carioca, Eduardo Paes, serão desligadas as luzes de ícones da cidade, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana.

Além da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Ministério do Meio Ambiente, a Hora do Planeta recebeu a adesão de autoridades e representantes de diversos segmentos sociais, entre eles os atores Camila Pitanga, Victor Fasano, Cynthia Howlett e Reynaldo Gianecchini.

Você também pode participar. Clique aqui e junte-se a nós!


Sábado, 28 de março, às 20h30.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Participe você também. É simples. Apague as luzes da sua sala. Cadastre-se aqui.

Conserve o seu planeta. Ainda dá tempo.

O ano de 2009 é crucial para o futuro do planeta, pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para combater o aquecimento global. Será um ano de mobilização para que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, na Dinamarca, um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.

No Brasil, o desmatamento das nossas florestas – principalmente Amazônia e Cerrado –, é responsável por 75% das emissões de CO2, o principal causador do aquecimento global. No entanto, as emissões de outras fontes, como agricultura, energia elétrica, entre outras, não devem ser menosprezadas dentro de um caminho de desenvolvimento limpo. Assista ao vídeo da
Hora do Planeta




AS "LOUCURAS" DO DR. FUNCHO



Dr. Agostinho da Silva Silveira era um médico, clínico geral que se dizia sanitarista. Gostava de morar sozinho e às vezes se isolar em seu sítio, mas não era um misantropo, sendo, isto sim, extravagante e muito cheio de manias. Residia só, em seu sobrado na Rua Direita, debaixo do qual, ao rés-do-chão ficavam o seu consultório e, ao lado, a Farmácia São Jorge, comandada pelo jovem Neném de Agenor. Além do Posto de Saúde, do Ginásio Minas Novas e do CRAMN, dedicava-se com paixão ao sítio do Funchal onde cuidava de galinhas, flores, pomar e de uma imensa horta. Trajava sempre, durante o dia o seu jaleco característico, impecavelmente branco, sobre um terno de linho pérola, tudo muito bem engomado e, à noite, preferia ternos azuis-marinho com gravatas vermelhas, das quais tinha uma coleção e, aquelas de cores variadas, as compartilhava com os amigos que freqüentavam o seu clube. Tudo em sua casa era disposto em seus devidos lugares e as pessoas que o serviam, como empregados, desdobravam-se para cumprir à risca as suas ordens, mas eram por ele valorizadas ao extremo, apesar do rigor de sua disciplina. Toda manhã, dirigindo seu jeep 1951, verde-madrepérola e equipadíssimo, que somente ele dirigia, saia distribuindo de graça as suas hortaliças, entregando-as nas casas que ele escolhia aleatoriamente. Gostava de música e, apesar de não saber tocar nem pandeiro, tinha em casa uma completa orquestra com banjo, cavaquinho, violão elétrico, trombone, saxofones, clarinetas, pistons, acordeons, guitarras, além de uma parafernália de bateria com todos os instrumentos de percussão necessários a uma boa escola de samba. Era aficcionado por dobrados, dolentes valsas, pelas gravações do Glenn Müller e se extasiava ouvindo as baladas de Billy Vaughn (Richard “Billy” Vaughn -12 de abril de 1919 - 26 de setembro de 1991- foi um cantor e multi-instrumentista, e orquestra líder) cujos hits os colocava no ar, invariavelmente a todo volume, fazendo-se escutar por toda a cidade através de seu potente serviço de auto-falantes, cujas cornetas ficavam sobre a cumeeira do sobrado, isto a qualquer hora do dia ou da noite, pelo tempo que lhe desse na telha. Mandava seus recados, às vezes atrevidos, pelo microfone e diariamente, às 18 horas ele anunciava a "hora do ângelus" quando rezava a ave-maria, mas adaptando essa tradicional oração de forma a denunciar algum fato, para reclamar de alguma situação ou criticar o que ele achava que estava errado. Desta forma, por exemplo, que ele, às vezes indignado com a má atuação de algum jogador de seu time de futebol – o "Giminesc" – era assim que ele rezava;

-"Ave-Maria ... Ave-Maria cheia de ... cheia de que nada ... eu é que estou cheio desses incompetentes, desses pernas-de-pau que só sabem ficar na esbórnea durante a semana para depois poder fazer o papelão igual ao que fez o molecote JADIR no jogo de ontem, enterrando o nosso time. Isto é um absurdo... Ave Maria desses ingratos... Me perdoe, Nossa Senhora, Mãe de Jesus ... mas Ave Maria, digo eu, de esperar alguma coisa dessa gentinha... Ave Maria, minha doce Mãe, de certas amizades. Ave Maria dessas marias-vão-com-as-outras que existem aqui em Minas Novas ... Ave Maria dessas marias-sem-vergonhas que já saem da igreja futricando e falando mal das ouras Marias... Ave Maria, digo eu, dessa tropa de Marias que não têm o que fazer e ficam na porta da rua falando da vida alheia ... Ave Maria .... Ave Maria ... Arre... Arre... amém... amém... ai meu Deus .. tenha dó, ó Badaró.. vou acabar é indo pra Maceió ou então pro xilindró ... é funcho puro! É funcho puro ...ó, ó, ó ... amém e cruz-credo, meu caro amigo "seu" Dodó...


"Vamos agora ouvir "Luar de Vila Sônia" e depois, ouviremos "La Paloma" com "bi-li-von-angue" ou bilivougue ou "bil-li-vau gui-ú ou do jeito que vocês quiserem pronunciar, mas o disco é meu, comprei com meu dinheiro, pronuncio do jeito que eu quiser, pois ninguém tem nada a ver com a minha vida, obrigado e boa noite. E alô-alô Manoelzinho do Bar, que daqui vejo fazendo seus picolés, deixando os copos sem lavar e no balcão uma colher, mande-me trazer aqui uma Malzebier bem gelada pois o Dr. Vicente aqui acabou de chegar. Em nossos estúdios a agradável figura do mestre, professor, doutor Vicente Mário Silva, nosso maior matemático de todos os tempos. Depois eu passo aí, Mané Porreta, para poder lhe pagar, pois não gosto de ficar devendo ninguém mais pobre do que eu ..."

"Hoje estamos comemorando o aniversário de Sebastião Martins, o nosso querido seresteiro "Tião Gato", oh meu Deus, prezado Gato, você já está na hora de arrumar uma noiva e se casar... Olhe que o tempo passa e o seu pai vai acabar é ficando sem um neto. Tome vergonha na cara, arrume a noiva que o terno você já tem e eu lhe empresto a gravata ..."

"Alô, alô, dona Aurora, lá na Rua do Pequi, cuide aí do nosso campinho de futebol mas não se esqueça de que estou esperando minhas camisas muito bem engomadinhas como somente a senhora sabe delas cuidar. Daqui a pouco vou aí na sua casa buscar minha roupa e poder tomar, com a senhora e a Sinhá, o nosso gostoso chá..."

Minas Novas, naquele tempo, era muito mais carente do que é hoje e o Dr. Agostinho era o único médico, de poucos aparelhos e nenhum recurso técnico, para atender toda a população. Além de não cobrar consultas, o que aliás de nada adiantaria, pois quase ninguém teria dinheiro para pagar, esse médico ainda se via na obrigação de comprar o remédio que ele próprio receitava, "pendurando" a conta na farmácia ao lado – que também era a única da cidade – efetuando o pagamento da conta somente quando conseguia receber sua remuneração de médico na prefeitura. Para economizar, e até mesmo para não correr risco de receitar calmantes e outros remédios controlados, ele prescrevia xaropes e remédios caseiros como banhos e chás, fornecendo ele mesmo as folhas de plantas que ele tinha em sua horta ou de raízes e sementes cujo efeito curativo ele conhecia e dos quais ele mantinha reserva em casa, coletadas no mato da região por ele ou pelos diversos fornecedores, como o popular doido-de-rua de nome Modesto. Dizia o Dr. Funcho que a maior parte da nossa população era constituída de doidos mansos, desparafusados, desmiolados, lelés da cuca, fracos da idéia e, muitos desajustados por conveniência, inclusive ele próprio. E por isto mesmo é que incentivava a todos consumir a infusão de erva-doce ou de capim cidreira, como chá sem a adição de açúcar, no lugar de tomar café e, da mesma forma, mandava servir aos pacientes e às visitas, bem como receitava e recomendava esta bebida para todos os que iam a seu consultório. Era de tal ordem a sua fé neste tratamento que, quando encontrava qualquer dificuldade ou então se via em alguma situação de aperto ou desagrado, ele ficava repetindo, nervosamente, "funcho puro, é funcho puro... é funcho puro .. me trás ai mais funcho.", daí a origem do apelido que lhe colocaram os desafetos.

Quanta falta inda faz o Dr. Agostinho em nossa Minas Novas! Ah, se houvessem muitos e muitos doidos como ele, que tanta coisa de boa fez por nossa pobre gente...


Que neste carnaval, recordemos daquele saudoso médico, de seu "galo colorido", batendo suas asas de latão, abrindo o bico e acendendo suas luzinhas ou, então, do garboso rei-momo que, durante os dias carnavalescos saiam pelas ruas animando o povo e chamando os foliões para dançarem no salão do CRAMN (Clube Recreativo da Amizade Minas-Novense) naquelas agradáveis folias em que todos eram iguais e podiam, em clima de harmonia e muita animação, brincar, cantar e pular descontraidamente e ao som de seu maravilhoso conjunto musical (vide foto, onde faltam as figuras de Gentil Fernandes, Du de Agenor, Tio Rodolfo, Sargento Leão, Sargento Wagner. Militão, Valtinho de Dona Elisiária Teles e tantos outros bons´músicos que encantavam nossos carnavais de antigamente!...) sem essas baixarias que hoje inundaram o carnaval e, de resto, toda a nossa velha e tão maltrada Cidade do Fanado.

Na foto: Dr. Agostinho, Eugênio Coelho, Eduardo Correia, Dailson Fernandes, João Batista Alecrim, Gabriel Borges, Álvaro Freire e Antônio Luzia Ferreira (Tótó).
(clique com o mouse sobre as fotos para ampliá-las)
geraldo mota
http://geraldomotacoelho.blogspot.com/
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O FILME DA SUA VIDA C/SOM

O filme da nossa vida continua e, enquanto isto, vamos aproveitar o CARNAVAL.
Muita alegria para todos.



 
 


 




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

IVO PITANGUI VENDE SUA ILHA

Para aqueles que ainda não puderam, ou não quiseram, responder à minha indagação, na mensagem anterior, talvez por que estejam interessadas em coisas mais importantes, informo que o Castelo Monalisa, que era do Edmar Moreira, já foi vendido. Resta-lhe, porém, a possibilidade de entrar na fila para adquirir esse outro singelo imóvel que foi colocado à venda, nesta semana, cujos detalhes convido-o a examinar no vídeo do arquivo anexo.
INFELIZMENTE através desse blog as imagens do imóvel do Dr. Pintangui não aparecem, devido a seu formato em powerpoint que este sistema não assimila ainda, mas os leitores mais assíduos receberam-nas diretamente via e-mail no qual, juntas, eu as enviei. Aquela venda anunciada continua em aberto e espero a resposta dos que ainda não me responderam sobre o interesse. Aviso-lhes que, se não responderem, demonstrando assim não estarem interessados em receber minhas mensagens, já na próxima semana serão seus nomes alijados de minha lista de endereços.


Date: Sat, 14 Feb 2009 23:52:48 -0300
Subject: IVO PITANGUI VENDE SUA ILHA


Notícias direto do New York Times, gols do Lance, videocassetadas e muitos outros vídeos no MSN Videos! Confira já!

CACHORROS E INDAGAÇÕES (JOHN LENNON)

Mando-lhe mensagens quase sempre, a exemplo da que agora faço anexar ao presente arquivo. Faço-o com a intenção de lembrar-lhe do meu blog. Assim sendo, gostaria de receber sua mensagem dizendo-me de seu interesse, ou não, em continuar na minha lista de endereços, pois jamais gostaria de ser indiscreto, inoportuno ou continuar com um projeto que não lhe seja simpático ou interessante. Afinal, através do blog -- que é democrático --sempre propus um canal de mão dupla, na humilde expectativa de que é dialogando que se pode chegar a um acordo, naturalmente entre partes que estejam, de fato, interessadas no mesmo objetivo.
 
Asseguro-lhe que, se esta for a sua opção, seja qual for a origem da motivação, não ficarei constrangido ou magoado se você for sincero e me pedir para excluír-lhe de minha lista.
 
Desde já, agradeço pelo retorno.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

CARNAVAL EM MINAS NOVAS


Tem razão o nosso conterrâneo ZÉ PINHEIRO quando nos recorda de como era saudável o carnaval de nossa cidade, até bem pouco tempo atrás. Quanto a isto, esclareço que nada tenho contra as pessoas que preferem a "muvuca", mas lamento pelo mau gosto dos que preferem o "axé", o "Olodum", a "pagodeira" e o horrível "funk", mesmo durante o carnaval que deveria, segundo a tradição, ser festa de luxo, fantasia e cultura. Tudo bem, que exista, em nosso meio, a desculpa de que a cidade é pobre, isto e aquilo mais. O fato, porém, é que não se pode deixar instalar, em definitivo, o sentimento de atraso, do marasmo e do conformismo. Uma sociedade que se preza há de lutar para evoluir e se adequar ao progresso, ao desenvolvimento e à modernidade, até por que existe espaço suficiente para a convivência democrática de tendências e de várias outras opções, além daquelas que, lamentavelmente, são as únicas que se têm oferecido, nos últimos tempos, aos jovens de nossa maltratada terra. Por isto mesmo é que seria injusto, de nossa parte, se exigíssemos dessa pobre gente, obrigada à viseira, que deixasse, assim de abrupto, de gostar dessa poluição sonora que infelizmente, por culpa maior da administração municipal, vem desbancando o samba, o frevo, a marcha-rancho e as saudosas marchinhas que, antes, alegravam e abrilhantavam os memoráveis carnavais minas-novenses, motivos pelos quais devemos, de bom grado, com paciência e sem mágoa, indicar-lhes outras e melhores alternativas.

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Na verdade, o que poderia ser feito – se assim o desejassem as lideranças locais a quem compete a organização do Carnaval – seria, a priori, convencer-se pelo incentivo aos músicos (que em nossa terra existem em abundância) possibilitando-lhes o aprimoramento profissional, exigindo-se deles a contrapartida de dedicação, esmero e qualidade em seus repertórios, priorizando ainda a execução daquelas canções tradicionais que revelam, sem dúvida, o verdadeiro encanto e o sentido lúdico das festas carnavalescas, fazendo realçar, no exercício de sua arte, a beleza, a tradição e a preferência pelos valores a serem resgatados. Destarte, além de sanear os costumes, enriquecendo nossa cultura, haveria de trazer – também – os benefícios econômicos decorrentes da geração de renda para nossos artistas (músicos, cantores e outros agentes do segmento de diversões) que, a cada ano, ao contrário do que se deseja, têm-se sentido desprestigiados diante da preferência, repetidamente demonstrada pela Prefeitura, em trazer de fora e a peso de ouro, esses deletérios "trios elétricos" e conjuntos barulhentos de DJ's que, de carnaval mesmo, eles nada sabem oferecer, deixando pairar dúvidas, no ar, quanto às possíveis falcatruas nos contratos com eles firmados, muitas delas já denunciadas de super-faturamento, cuja finalidade seria a de cobrir rombos eleitoreiros. Entretanto, não vindo aqui com estes propósitos especulativos, apenas no intuito de colaborar com ideias, é que de qualquer forma analiso a questão de nosso Carnaval e, neste sentido, se de bom alvitre entendessem os governantes atuais de satisfazer a todos os gostos, poderiam viabilizar estruturas mais econômicas, através da criatividade -- o que já tão bem foi experimentado pelos nossos conterrâneos, a exemplo do saudoso Jojó, além do empreendimento que merecidamente deveria ser valorizado como o brilhantismo inegável de um Preto de Jacu ou de um Zé de Inocêncio, para citar apenas estes que, como ninguém, além da incrível boa-vontade, sempre tiveram o espírito aberto e descontraído para serem úteis a essa boa causa.
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Além do mais, no contexto das festividades, voltando a se organizarem os corsos momescos, os desfiles carnavalescos, os bailes a fantasia, os concursos de reis e sua corte, e também os saudáveis matinês, atendendo a demanda infanto-juvenil, sendo esta preferentemente em ambientes fechados, haveria de se instalar a tranqüilidade e reinar a paz no meio de nossa gente, em benefício das famílias, sabendo-se que seus filhos estariam aproveitando a festa com segurança, no conforto de salões amplos como os do SEC, dotado de instalações higiênicas e decentes, ou mesmo nas quadras do Ginásio Poliesportivo, onde seriam menores os riscos de tumultos, arruaças, pisoteios, atropelamentos e onde inexistiriam os inconvenientes que são comuns aos carnavais de rua, tais como os reflexos negativos da exposição das pessoas à poluição de toda ordem, da contaminação das águas da Barragem e de outros locais do rio Fanado, o inconveniente da fedentina que exala dos becos, praças e logradouros afastados, sem se falar na neutralização dessa promiscuidade que vem se avolumando e da triste depredação dos bens, públicos e particulares, como se tem verificado após o surgimento, no município, de hordas de vândalos, malandros, maconheiros, traficantes e malfeitores que a cada ano se multiplicam nesses dias de momo, vindos de longe, no rastro da fama de nosso carnaval, atender ao chamamento da impunidade e da permissividade.
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MINAS NOVAS merece voltar a ser uma cidade ordeira, pois a vocação de seu povo é pela hospitalidade, pelos bons costumes, pela cultura, haja vista seu invejável folclore, seu belo artesanato, seus sítios naturais ainda bem conservados, muito embora o seu patrimônio histórico esteja a clamar por cuidados, além do claro e veemente apelo, que deve ser bem interpretado, agora emitido pelo grande esforço que ultimamente se verifica, por parte da iniciativa privada, em dotar o município de investimentos consideráveis no setor de serviços, como oferta de meios de transportes mais adequados, bons hotéis e pousadas, razoável disponibilidade de bares, restaurantes, auto-postos e comércio de bens e atendimentos em geral.
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Desta forma me harmnonizo e vejo com esperanças, e não com pessimismo, que algum dia possamos todos ter, novamente, em MINAS NOVAS, um carnaval a que poderemos chamar de BOM DEMAIS, a exemplo daqueles do passado, como ilustram essas antigas fotos nas quais podemos conferir a beleza de nossas crianças, a descontração alegre e o bom-gosto demonstrado em suas fantasias:

E todo este esforço teria um desfecho agradável, se o destino assim o permitisse e se a clarividência em nossas lideranças imperasse no sentido de conservar nossas riquezas culturais, na revitalização das energias dos foliões de bom gosto e amantes da natureza, comparecendo depois das festas às deliciosas duchas como aquela que existia (ou ainda existe?) lá no Balneário da Barragem do Fanado, a exemplo desse banho gostoso que se estampa na foto abaixo:

sábado, 14 de fevereiro de 2009

VAMOS FICAR ATENTOS, PARA NÃO SERMOS SURPREENDIDOS NA WEB!

Se ao andarmos pelas ruas de nossas cidades corremos algum risco, também ao navegarmos pela WEB estamos sujeitos aos ataques de piratas, assaltantes e outros malfeitores que nos espreitam em todas as esquinas do "ciberspace". Em qualquer dessas situações é da maior importância que fiquemos vigilantes e para isto é preciso que saibamos defender-nos. O dia 10 de fevereiro foi eleito, polos internautas, como o dia "Internacional" contra os inimigos da WEB. Vamos conferir no link abaixo e ficarmos sempre atentos.

Como proteger sua vida online:



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geraldo mota
http://geraldomotacoelho.blogspot.com/

Carnaval cultural, retrato de um bom tempo em Minas Novas

Prezado Lalau,

Já que Minas Novas foi riscada do mapa cultural de Minas Gerais, pelo menos na nossa cabeça ainda preservamos a memória dos nossos antecessores que, de forma sábia, ajudaram a construir a riqueza cultural do nosso carnaval. Já os detentores do desmoronamento cultural municipal vão de forma equivocada promovendo o chamado "Carnaval Bom D+", que foi idealizado pelas pessoas de bem da nossa terra, decretando fim deste que era o verdadeiro "Carnaval Bom Demais". Com dignidade e respeito estou lhe enviando este precioso documento, que o tempo se encarregou de preservar, para contar para nós e nossos filhos como se iniciou o carnaval que era "Bom Demais " em Minas Novas desde outros tempos. Inteligentemente as muitas cidades históricas de Minas Gerais, que têm verdadeiramente suas Secretarias de Cultura e Turismo direcionadas para as políticas culturais e para as identidades culturais dos seus respectivos municípios, estão resgatando a boa música nacional, o modo de fazer carnaval e abominando as invasões culturais, jogando no lixo o que não presta, realizando uma coleta seletiva das marchinhas, frevos, os blocos e os sambas bem executados, para bem de todos, atraindo o interesse de muitos visitantes e turistas e apreciadores das boas maneiras de fazer carnaval.
Uma foto é do CRAM em 1938 a outra é da Boca de Siri, não consegui descobrir a data do evento. Quem sabe você identifica?

Abraços

Zé Pinheiro

SINAL DIACRÍTICO: TREMA (Mas não é preciso ter medo!)

O trema vai-se tranquilamente...

05/01/2009 17:36

O sinal diacrítico é a primeira vítima do acordo ortográfico

Por Sérgio Rodrigues*

O acordo ortográfico ratificado pelos oitos países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) atingirá 230 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Educação e Cultura, "com o acordo, as diferenças ortográficas existentes entre o português do Brasil e o de Portugal serão resolvidas em 98%. A unificação da ortografia acarretará alterações na forma escrita em 1,6% do vocabulário usado em Portugal e de 0,5% no Brasil". Ele entra em vigor em 1º de janeiro de 2009 – até 2012 a antiga norma e a atual coexistirão. Depois...

Fique tranquilo: não são tão frequentes assim as palavras que têm sua grafia alterada pelo novo acordo da língua portuguesa, que estreia oficialmente na virada do ano. Se a ideia o deixa paranoico, temendo uma sequência de erros que acabe em quiproquó, recomenda-se aguentar firme. Um parágrafo como este, com seus oito exemplos de alteração em poucas linhas, seria um acidente raro se não fosse deliberado.

Dos exemplos acima, a maioria tem a ver com a morte do trema. Abolido em Portugal desde 1946, esse sinal diacrítico tem seus simpatizantes, mas representa o menor dos problemas que aguardam os brasileiros nesta fase de transição ortográfica. Isso porque se trata de uma regra cristalina e, sobretudo, sem exceção: cinquenta, linguiça, delinquente, equidade, sequestrador... Basta abolir os dois pontinhos horizontais de tudo (menos, claro, de vocábulos estrangeiros, que estão sujeitos a outras regras) que não há como errar. Vale lembrar que a pronúncia dessas palavras permanece a que sempre foi. A reforma é ortográfica, ou seja, limita-se à forma de escrever.

Os demais exemplos do parágrafo de abertura se referem a outra mudança de impacto, no sentido de afetar um grande número de palavras, mas também de fácil assimilação por sua clareza. Em termos técnicos, estamos falando da queda do acento dos ditongos abertos ei e oi em palavras paroxítonas. Trata-se da regra que cria as grafias heroico, geleia, tipoia, patuleia – como sempre, mantendo-se a pronúncia. Essa mudança só é mais traiçoeira que a do trema por não afetar palavras oxítonas, isto é, cuja sílaba tônica seja a última. Os heróis e seus troféus permanecem acentuados.

A poda de acentos vai mais longe. O circunflexo desaparece de vocábulos como enjoo, voo, veem (do verbo ver) e leem (do verbo ler). Somem também os acentos que diferenciavam, por exemplo, pára (do verbo parar) de para (preposição) e pêlo (substantivo) de pelo (contração prepositiva). Isso cria a possibilidade de construir frases curiosas: "Ele para para comprar pão" ou "A água escorria pelos pelos do animal". Nada que o contexto não esclareça.

O verdadeiro problema, no caso do extermínio dos acentos diferenciais, está nas exceções que comporta. O circunflexo continua vivo para distinguir pode de pôde, pôr (verbo) de por (preposição), tem (singular) de têm (plural). Quanto ao que discrimina fôrma de forma, passa a ser facultativo. E, antes de dizer que isso parece confuso, convém dar uma espiada no capítulo do hífen.

As regras absurdamente tortuosas que regiam o uso do famigerado tracinho, a maioria com suas exceções, eram um dos pilares a sustentar o velho chavão de que "o português é uma língua muito difícil". Nesse caso era mesmo, a tal ponto que até profissionais experientes tinham que recorrer ao dicionário com frequência. A má notícia é que, apesar dos esforços – tímidos – de simplificação, o hífen continua sendo um pesadelo. Sim, o pára-quedas agora passa a ser paraquedas e a auto-escola, autoescola. Em compensação o microondas virou micro-ondas e o antiinflamatório, anti-inflamatório.

É pena, mas o mesmo acordo ortográfico que acabou com a hipocrisia de fingir que não existiam em nossa língua as letras k, w e y capitulou diante do hífen. É melhor conservar sempre à mão um bom dicionário. Pelo menos até a próxima reforma.

*O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, colaborador da Revista da Semana, é autor dos livros What Língua Is Esta e As Sementes de Flowerville.



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geraldo mota
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O CASTELO DO EDMAR MOREIRA

PEQUEI, SENHOR....

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(Gregório de Matos e Guerra)

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Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
de Vossa alta clemência me despido;
porque quanto mais tenho
delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Se basta a Vós irar tanto um pecado,
a abrandar-Vos sobeja um só gemido:
que a mesma culpa, que Vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.

Se uma ovelha perdida e já cobrada,
glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na Sacra História,

eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino,

perder na Vossa ovelha a Vossa Glória.

Do livro: "Livro dos Sonetos", LP&M Editores, 1996, RS

ATENTE-SE pelo fato de que "delinquido", de acordo com a nova regra ortográfica (que entrou em vigor em 01.01.2009) é grafada AGORA sem o sinal diacrítico chamado de TREMA.

DELINQUIR, porém, continua sendo uma prática comum no CONGRESSO NACIONAL, haja vista o noticiário dos últimos dias que nos dá conta da vida pregressa do deputado federal mineiro Edmar Moreira, dono de um curioso e polêmico castelo-cassino nas proximidades de Juiz de Fora.



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geraldo mota
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NOTÍCIAS QUE NOS DEIXAM INDIGNADOS, SOBRE AS LEIS NO BRASIL.

SUPORTE FÁTICO REAL - Falta de justificativa

JUSTIÇA...   AH, A JUSTIÇA!!!

 

Gil Rugai consegue liberdade no STJ

 

O ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar no Habeas Corpus apresentado em favor de Gil Greco Rugai. Ele está preso preventivamente na Penitenciária II de Tremembé (SP), desde setembro de 2008, por ter se mudado da capital paulista durante liberdade provisória sem notificar o juiz responsável.

 

Reportagem veiculada no programa Domingo Espetacular, da TV Record, mostrou que Rugai estava vivendo em Santa Maria (RS). Após a exibição do programa, o Ministério Público estadual pediu sua prisão, aceita pelo juiz Luiz Rogério de Oliveira, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo.

 

Gil Rugai é acusado de matar seu pai, o publicitário Luiz Carlos Rugai, e a mulher dele Alessandra Fátima Troitiño, em de março de 2004. Ele foi preso um mês após o crime e obteve liberdade provisória em 2006, por decisão do Supremo Tribunal Federal.

 

Ao conceder a liminar, o ministro Arnaldo Esteves Limas destacou que só o fato de Gil Rugai ter sido visto em localidade fronteiriça, não é fundamento hábil a justificar sua prisão preventiva. Segundo o ministro, é necessária fundamentação concreta e não mera justificativa abstrata, "desprovida de qualquer suporte fático real, sobre a necessidade de resguardar a aplicação da lei".

 

O ministro ressaltou, ainda, que não consta no processo que o acusado tenha descumprido qualquer condição de comportamento previamente determinada, quando da concessão da liberdade provisória pelo Supremo. E, observou, Gil Rugai não permaneceu na condição de foragido da Justiça um dia sequer.

 

"O fato de haver residido, nesse período, tanto no Rio de Janeiro quanto em Santa Maria (RS), não evidencia, por si só, ânimo de fuga. Quisesse fazê-lo, e teve bastante tempo para tanto, já o teria feito", acrescentou o relator.

 

HC 127.036

(Bem: do fato acima, conclui-se que: "besta é quem morre... e, mais ainda, que a JUSTIÇA existe para proteger os "vivos")



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geraldo mota
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NÃO É PRECISO LER: SOMENTE ESCUTAR!

Carinho em forma de Cartão!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"LATERONES!" - Roberto ROMANO (Folha de São Paulo, 09 de abril de 2000)

O jornal "Folha de São Paulo", em 09 de abril de 2000, publicou o texto abaixo, escrito por Roberto Romano, que o arremata pedindo a seus leitores o envio de protestos aos congressistas, utiliando-se dos meios que tivessem a seus alcances, com a famosa frase do Padre Vieira: "Em matéria de furtar não há exceção de pessoas, e quem se abateu a tais vilezas perdeu todos os foros".
HOJE, depois de quase 10 anos, o tema continua provocando a nossa indignação e a exigir que o povo tome uma urgente providência e passe a cobrar mais de seus representantes políticos. Talvez fosse o caso de se enviar novamente, ao Congresso Nacional, um novo protesto contento a mesma frase de Vieira.
 

LATERONES - LATRONES - LADRÕES

FILÓSOFO ROBERTO ROMANO

Laterones!
Foro privilegiado é negócio oligárquico ou atributo de monarquias aristocráticas.




ROBERTO ROMANO - Presenciamos tanta corrupção política no Brasil que não temos tempo para refletir sobre o supremo furto, cometido no cotidiano do Parlamento. Refiro-me ao roubo dos valores maiores que fundamentam a vida pública democrática. Sem correta ética social, afastamo-nos da segurança coletiva. E, sem esta, não tem sentido elaborar leis para todos os cidadãos.Os atos cínicos que se tornaram frequentes em nossos Legislativos, Executivos, Judiciários têm como base o sequestro da igualdade cidadã. Quando a discriminação de pessoas e de cargos é instituída numa república democrática, essa última deixa de ser digna até mesmo do próprio nome.
Espinosa, filósofo admirador de Maquiavel, forneceu as bases modernas da vida democrática. Naquele regime, "nenhum indivíduo transfere seu direito natural para um outro indivíduo (em proveito do qual, desde então, ele aceitaria não mais ser consultado). Ele o transfere para o todo da sociedade em que se integra; os indivíduos permanecem, deste modo, todos iguais, como antes, no estado de natureza" ("Tratado Teológico Político"). Desde então, as lutas dos povos livres definiram, enquanto conquista inalienável, o direito à igualdade.O Brasil, após 500 anos, dificilmente pode ser visto como uma república democrática. Aqui as oligarquias antigas e recentes assaltam o poder público, sugam impostos e riquezas. Acostumadas a se nutrir do esforço alheio, elas agarram privilégios, vilipendiam os preceitos da justiça e das regras cidadãs. Alguns exemplos bastam: em data recente, parlamentares instituíram no Congresso o nepotismo oficial, integrantes do Executivo quebram regras e leis, sem vislumbre de punição, magistrados substituem a toga pelo banco dos réus e são apoiados de modo corporativo.
O último atentado ao nosso direito público está sendo discutido no Parlamento. Talvez seja ele o roubo pior e mais profundo, na incessante busca de se abolir a igualdade. Trata-se do "foro privilegiado" dos mandatários, algo que vai além das prerrogativas inerentes aos cargos. No efetivo, temos aí a proposta de um salvo-conduto para os administradores ímprobos. São tantos corruptos no país inteiro que o STF, mesmo multiplicado por mil, não será bastante para os julgar com rigor.
No pretérito, diz o padre Vieira, "os que assistiam ao lado dos príncipes chamavam-se "laterones". E depois... chamavam-se "latrones'". A licença política proposta no Parlamento amplia o guarda-chuva protetor da exceção: dos príncipes aos parlamentares, como não poderia deixar de ser numa falsa república. Políticos afoitos dizem não permitir que um juiz togado julgue "alguém que recebeu milhões de votos". Isso sacraliza a tirania. Usando esse critério, Hitler não foi julgado. O mesmo diga-se de Augusto Pinochet e de Fernando Collor.
Roubar dinheiro público é hediondo. Pior é subtrair direitos coletivos, atribuindo-os apenas a uma casta que parasita os governantes. A tentativa de roubo dos nossos direitos, a busca de privilégios corruptos, deve ser barrada por nós. Enquanto isso, é bom espalhar o "Sermão do Bom Ladrão", do padre Antônio Vieira. Larápios devem receber a punição. Mas, adianta o padre, "haverá, porém, algum político tão especulativo que a queira limitar a certo gênero de sujeitos, e que funde as exceções...". Os desonestos dizem que em pessoas "de inferior condição será bem que se executem estes e semelhantes rigores, e não em outras de diferente suposição".
Foro privilegiado é negócio oligárquico ou atributo de monarquias aristocráticas. De qualquer modo, é tirania em estado puro. Mandemos aos congressistas, por telegrama, fax, e-mail ou carta simples, a frase de Vieira: "Em matéria de furtar não há exceção de pessoas, e quem se abateu a tais vilezas perdeu todos os foros".


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geraldo mota
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fwd: Respondendo e agradecendo ao coméntário do Blog



---------- Forwarded message ----------
From: Vania Beatriz Alves de Morais <vanba_morais@yahoo.com.br>
Date: 2009/2/10
Subject: Respondendo e agradecendo ao coméntário do Blog
To: GERALDO MOTA <geraldomotacoelho@gmail.com>


Olá Lalau, como vai?
 
Fiquei emocionada com a matéria do Blog que fala da nossa transferência para Belo Horizonte. Mesmo porque, parece que a "ficha ainda está caindo..." Estamos definitivamente longe de Minas Novas! 
Foi muito difícil tomar esta decisão! Na verdade há mais de 5 anos estamos sofrendo uma certa pressão da família e até do trabalho para mudarmos pra Belo Horizonte. Mas, na verdade, essa decisão partiu da nossa necessidade de acompanhar de perto a vida dos nossos filho e netos, bem como, e não menos imporatnte, dar assistência aos meus pais. Todos que possuem parentes morando tão longe, sabem o quanto a ausência deles... os problemas tratados a distância... a saudade... e a ansiedade, afetam a nossa vida e a nossa tranquilidade!
Apesar de parecer repentina... nossa mudança já vinha sendo anunciada principalmente por mim. Eu vinha insistindo, para minhas colegas aprofundarem os seus conhecimentos na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para dar continuidade ao trabalho de inclusão nas escolas e na sociedade. Mas parece que o meu amor por Minas Novas estava tão visível, quase ninguém imaginava que isso poderia acontecer um dia! Inclusive eu. O certo é que no finalzinho do ano, o IMA (Institudo Mineiro de Agropecuária) ofereceu uma vaga para Dalton trabalhar em um dos seus laboratórios. Cargo que, pela natureza da demanda, precisava ser preenchido com urgência! Desta vez, resolvemos aceitar.
Estamos mudando, mas não estamos esquecendo, sempre há lugar para Minas Novas nos nossos pensamentos. Afinal, toda a nossa vida foi planejada e compartilhada com os grandes amigos que fizemos ao longo desses anos!
 
Agradeço mais uma vez pelas palavras carinhosas e de incentivo... por outro estaremos mais próximos aqui em BH e isso será ótimo!
 
Parabéns pelo Blog, 
 
Um forte abraço,
 
Vânia Beatriz 


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geraldo mota
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Site do Cruzeiro, escrito por Flora

Olá pessoal,

Em comemoração aos 88 anos do Cruzeiro Esporte Clube, veja matéria escrita por minha filha Flora, estudante de jornalismo, www.guerreirodosgramados.com.br vá no linck 88 anos. As matérias dela se referem à conquista da libertadores 1976 e o brasileiro de 2003.

Abraços
Zé Pinheiro

88 Anos - Sex 02 de Janeiro
Campeonato Brasileiro de 2003

GDG - Por: Flora Pinheiro
Se for realizada uma enquete, perguntando à torcida celeste qual ano ela foi mais feliz, por unanimidade, a resposta será o ano de 2003. E não é por menos, porque foi neste ano em que o Cruzeiro foi coroado com a Tríplice Coroa : a conquista de mais um Campeonato Mineiro; o quarto título da copa do Brasil, igualando-se ao Grêmio; e o inédito e tão sonhado Campeonato Brasileiro.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Carnaval de Minas Novas

PINHEIRO, infelizmente já existe um bom tempo que Minas Novas foi riscada do mapa cultural do Estado de Minas Gerais, apesar de aquela velha e maltratada cidade continuar como a mais forte candidata para sediar, não o melhor carnaval como ocorria até pouco tempo atrás, mas um outro grande evento do calendário nacional que será denominado de "A NOVA PASÁRGADA", quando, certamente brilharão velhos e bem conhecidos atores que são titulares absolutos do quesito "corrupção".
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Quanto ao 'CARNAVAL EM MINAS NOVAS É BOM DEMAIS', a cidade acaba de ficar sem um dos seus mais ilustres moradores, o casal DALTON-VÂNIA BEATRIZ (que se mudou para esta Capital), essas duas personalidades ilustres que foram os autores desse lindíssimo tema, inteligentemente transformado em ícone de uma festa em que, no seu tempo , realmente, prevalecia o bom gosto, a urbanidade, o zelo pelo custo/benefício, a honestidade e o respeito pelas nossas tradições, o que infelizmente, sabemos que são vocábulos inexistentes no dicionário oficial da atual administração, não sendo compromissos prioritários do governo desse infelicitado município.
 
Antes eu "iria embora pra ´Pasárgada", mas agora lá não sou amigo do rei.
Vou agora para Jequitinhonha, a cidade de verdade, terra culta e de mulheres belas, 
Pois lá comanda um autêntico jequitinhonhês, o nosso vereador GÊRA ORNELAS.
 

Carnaval de Minas Novas

COMENTÁRIO DE JOSÉ PINHEIRO (ZÉ DE TRISTÃO):

Carnaval de Minas Novas, um dos mais belos carnavais do estado de Minas Gerais, pela sua história, pela importância da cultura da cidade, pela tradição e pela magia do seu povo. Por que será que não é reconhecido pela mídia? Em consulta ao site uai, uma publicação sobre os famosos carnavais do estado, no seu mapa não consta Minas Novas. Simplesmente dão um enorme salto de Diamantina para Grão Mogol. Click no edereço e certifique.

http://www.uai.com.br/popup/infografico_carnaval.html

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LIVROS RECOMENDADOS

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  • ESPLÊNDIDOS FRUTOS DE UMA BANDEIRA VENTUROSA - (Demósthenes César Jr./ Waldemar Cesar Santos)
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  • FRAGMETOS - (Glac Coura)
  • HISTÓRIAS DA TERRA MINEIRA - (Prof. Carlos Góes)
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  • IDAS E VINDAS - (Rosarinha Coelho)
  • MOSÁICO - (Glac Coura)
  • O CAMINHANTE - (José Transfiguração Figueirêdo)
  • O DIA EM QUE O CAPETA DESCEU NA CIDADE DE MINAS NOVAS - (João Grilo do Meio do Fanado)
  • O MITO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - (Celso Furtado)
  • O NOME DA ROSA - (Umberto Eco)
  • O PRÍNCIPE - (Maquiavel)
  • O SEGREDO É SER FELIZ - ROBERTO SHINYASHIKI

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