terça-feira, 4 de agosto de 2015

FOGO NO CASTELO D'ÁGUA !!!




PRÉDIO ANTIGO

INCÊNDIO NA CAIXA D’ÁGUA DO BANCO DO BRASIL.

O prédio onde funciona a agência do Banco do Brasil, em Minas Novas, foi construído em 1980, seguindo a linha arquitetônica do antigo sobrado que havia no mesmo local, histórico imóvel que pertenceu, originalmente, lá no final do século XVIII, ao minerador JACINTO CRISTIANISMO, mais conhecido como JACINTO ACARAJÉ, avô do Cônego José Barreiro da Cunha. Este religioso, para ser nomeado Vigário Coadjutor da Paróquia de São Pedro do Fanado, sendo principal herdeiro de grande parte do acervo de seu avô, fez doações de vários imóveis à Mitra Diocesana da Bahia, que na época jurisdicionava a antiga Vila do Fanado das Minas Novas, dentre eles aquele que foi transformado em sua residência, passando denominar-se de “Casa Paroquial” e assim permanecendo, aquele sobrado, até o ano de 1979 quando foi vendido ao Banco. É lógico que a construção, em seu estilo colonial, teve suas proporções dilatadas, de forma a atender às necessidades de seu novo proprietário dentro das finalidades a que se destinava, tanto no sentido horizontal como na linha vertical (pé direito). E o arquiteto, ao fazer as plantas do projeto, teve a sensibilidade de dotar, ao conjunto, até mesmo o antigo “castelinho” que havia no quintal, com a caixa de amianto para fornecer água para o único banheiro que havia no porão da antiga cozinha. 
-
Mas, o novo “CASTELO D’ÁGUA” no final da obra revelou-se como um toque diferente na construção, identificando-a, na perspectiva aérea e na paisagem da cidade, como mais uma torre entre as demais que já existiam, das igrejas do Amparo e do Rosário, oferecendo um cenário de considerável beleza plástica. Na realidade, essa torre tem no seu subsolo uma cisterna com capacidade de armazenamento de 20.000 litros, volume suficiente para abastecer todo o prédio, mesmo em caso de racionamento, sendo que a água é bombeada para outra caixa, de 10.000 litros, situada na parte superior, um pouco acima do nível do telhado da agência. E para fazer o bombeamento, havia um conjunto elétrico de moto-bombas, de acionamento automático na medida em que se abaixava o nível da caixa superior, ficando, por assim dizer, constantemente ligada durante quase todo o dia. O interior da torre, dotado de uma grande escada em espiral, é todo um espaço oco e sem qualquer outra finalidade a não ser produzir o eco que ali tem um curioso efeito. Contudo, ali, eventualmente, no local ocioso, armazenavam-se material de limpeza, restos de tintas e até mesmo pneus usados, que os funcionários da agência guardavam como reservas daqueles em uso em seus veículos.
-
No ano de 1982 o Banco do Brasil, em plena expansão de suas atividades interioranas, convocou concursos externos, regionalizados, para a dotação de funcionários em suas novas agências. E a agência de Minas Novas foi selecionada para sediar um daqueles eventos, em cuja oportunidade foi tão grande a demanda de candidatos, que a organização do concurso, com a devida antecedência foi obrigada a providenciar o remanejamento de grande contingente deles para outras localidades, como Diamantina, Montes Claros e Teófilo Otoni, de vez que, se assim não procedesse, a cidade não comportaria receber e hospedar tanta gente. Mesmo assim, nunca houve na cidade um evento daquelas proporções.  E na data da realização das provas, com todo o rigor da fiscalização para não haver fraudes, tudo corria tranquilo nas diversas salas da Escola Costa e Silva, num dia de domingo, quando todos os funcionários estavam trabalhando como monitores, quando o silêncio reinante foi rompido por gritos de alarme anunciando que a “caixa d’água do Banco do Brasil estava pegando fogo”. E, de fato, havia era muito fogo que ameaçava todo o prédio, cujas labaredas e tufos de fumaça eram vistos de longe. Foi aquele corre-corre, uma azáfama geral, da qual os participantes, que vieram de longe,  que também não conheciam a cidade e nem a agência, portanto nada entendiam, pois não podiam saber que havia uma caixa d’água, daquele estilo e proporções, o que, aliás, era uma novidade para qualquer um naquela situação. E a confusão ficava ainda maior na medida em que muitos dos funcionários estavam aflitos com a possibilidade do prejuízo de seus pertences (carros, pneus, câmaras, capotas, isopor e apetrechos de camping) que estariam ali guardados de forma irregular, sem nada poderem fazer para acudir. Mas, o recurso, para não revelar a irregularidade, era a de ficar com o bico calado. E o fogo, encontrando todo aquele volume de material inflamável, foi aumentando e jogando as chamas para o sentido do vácuo, até atingir o alto da torre e sair pelas janelinhas, lá em cima, de onde se lançavam para fora do “Castelo” como línguas incandescentes e tufos de fumaça, provocando estampidos como se fossem fogos de artifício. O tétrico espetáculo se assemelhava a uma girândola da festa junina e não havia mangueiras que alcançassem aquela altura. As chamas ameaçavam atingir o corpo principal do prédio, do qual fica separado por apenas dois ou três metros.
-
E no meio daquela bagunça que se formou, com a intervenção de populares e policiais que surgiam com o objetivo de acudir para apagar o incêndio, de repente, não se sabe como ele ali conseguiu subir, munido de baldes e uma grossa mangueira conectada na própria bomba inferior que não havia, ainda, parado de funcionar, apareceu lá em cima do telhado do prédio principal, a figura de um “neguinho”, bem esperto e serelepe que conhecia ali tudo como a palma de sua mão, que graças a sua coragem, teve a ousadia de iniciar, de cima para baixo, o controle das chamas que já o chamuscava. E o incêndio foi logo se aplacando, não restando grandes prejuízos, senão o maior deles, que foi a perda total de um conjunto de pneus novinhos em folha, do tipo mais moderno de banda-larga com rodas de magnésio, da propriedade particular de um certo colega, muito amante de sua novíssima S-10 de cabine dupla, que planejava, naquele mesmo dia que ali havia guardado para fazer a substituição, pelos pneus comuns, logo depois de terminadas as referidas provas daquela data. Mas, a trepidação provocada pela moto-bomba friccionou os pneus contra a parede, daí surgindo as faíscas que passaram para o estoque de material de limpeza, altamente inflamável, ali em grande quantidade, quando o fogaréu se espalhou como num rastilho de pólvora.
-
Mas a sorte grande foi que as chamas, mesmo que violentas, não seguiram para o lado contrário, onde havia um imenso motor estacionário de Scania, que acionava o conjunto gerador de energia para o prédio, que era alimentado por um tanque de 200 litros de óleo diesel, a poucos metros do local do fogo. Se assim tivesse ocorrido, não teria sobrado nada de toda aquela belíssima agência e suas adjacências, o que, certamente não ocorreu, graças à providencial intervenção e a esperteza de um rapazinho chamado JOSÉ MARQUES, o nosso saudoso FEIJOADA que, àquela altura, quando todos chegaram para ver o resultado daquela quase que uma imensa tragédia, já estava ele dando os últimos retoques nas pinturas dos diversos carros que ele sempre, ali mesmo naquele estacionamento,  cuidava diariamente, com um tamanho zelo, como se fossem todos os veículos de sua particular coleção.
 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

MINAS NOVAS ÀS VESPÉRAS DE UM CAOS



DIANTE DAS QUESTÕES RELACIONADAS ÀS 600 DENTADURAS, AMBULÂNCIAS CAINDO AOS PEDAÇOS E OUTRAS MAZELAS ADMINISTRATIVAS QUE ESTÃO OCORRENDO EM MINAS NOVAS, DIRIJO-ME À SRA. SECRETÁRIA DE SAÚDE, PARA ALGUNS ESCLARECIMENTOS QUE PREFIRO FAZER AQUI, DE PÚBLICO:

Sem pretender polêmica, fiquei admirado diante da afirmação de V.Sa. de que não tem tempo de “catar letras e palavras” e que também não perde seu tempo “filosofando”. É uma pena, pois quem cuida da coisa pública, principalmente as relacionadas à SAÚDE HUMANA, deveria ter mais conhecimento sobre o que diz, o que faz e o que declara, observando seus atos com maior cuidado, pois como bem o disse, “a palavra tem poder”.
Dessa forma, tomo a liberdade de lhe informar que não se trata de filosofar, mas de fazer valer o meu direito de opinar e, mais ainda, de INFORMAR, deixando bem clara a minha disposição de continuar com esta minha atribuição de profissional de comunicação social.
Mas, deixando de lado a questão da informação, passo à questão de direito:
A saúde está assegurada na Constituição Federal como um direito de todos. O artigo 196 dispõe que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”.
Desta forma, a saúde passou a ser um direito público subjetivo, bem jurídico constitucionalmente tutelado. Ao poder público incumbe formular e implementar políticas sociais e econômicas que visem a garantir aos cidadãos o acesso universal e igualitário à assistência médico hospitalar. Não é favor do PREFEITO ou de alguns de seus secretários. E como tal, é preciso haver transparência, honestidade e boa prestação dos serviços.
A regra inscrita no artigo 196 tem caráter programático, cujos destinatários são todos os entes políticos que constituem no plano institucional a organização federativa do Estado Brasileiro. É um direito que não pode ser convertido numa promessa institucional, implicando no descumprimento do preceito constitucional.
Na lição de José Afonso da Silva “os direitos sociais, como dimensão dos direitos fundamentais do homem, são prestações positivas estatais, enunciadas em normas constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos, direitos que tendem a realizar a igualização de situações sociais desiguais.
São, portanto, direitos que se conexionam com o direito da igualdade. Valem como pressupostos do gozo dos direitos individuais na medida em que criam condições materiais mais propícias ao auferimento da igualdade real, o que, por sua vez, proporciona condição mais compatível com o exercício efetivo da
liberdade”. A Constituição protege a cura e a prevenção de doenças através de medidas que asseguram a integridade física e psíquica do ser humano como conseqüência direta do fundamento da dignidade da pessoa humana. José Cretella Júnior, na obra "Comentários à Constituição de 1988", vol. III, pág. 4331, citando Zanobini asseverou que:
"nenhum bem da vida apresenta tão claramente unidos o interesse individual e o interesse social, como o da saúde, ou seja, do bem-estar físico que provém da perfeita harmonia de todos os elementos que constituem o seu organismo e de seu perfeito funcionamento. Para o indivíduo saúde é pressuposto e condição indispensável de toda atividade econômica e especulativa, de todo prazer material ou intelectual. O estado de doença não só constitui a negação de todos estes bens, como também representa perigo, mais ou menos próximo, para a própria existência do indivíduo e, nos casos mais graves, a causa determinante da morte. Para o corpo social a saúde de seus componentes é condição indispensável de sua conservação, da defesa interna e externa, do bem-estar geral, de todo progresso material, moral e político.”
LAMENTO O FATO DE QUE, embora não a conhecer pessoalmente, esperava ser uma pessoa equilibrada e que realmente estivesse em condições técnicas de exercer uma função tão importante, mesmo que dentro de uma administração que me parece não estar em perfeita sintonia com a moralidade e com os reais interesses da coletividade.
VIA POSTAL estou encaminhando cópia deste artigo para o gabinete do prefeito.

AMAR È ..... (Tirinhas dos anos 70-80)



FALEMOS, agora, sobre "ternura", "meiguice", "namoro", "encanto", "conquistas", "amores" e outras coisas boas que eram muito comuns nos anos 60-70-80 e que atualmente está ficando fora de moda. Alguns, talvez os mais românticos e que sabem ainda o que seja NAMORAR, lembrem da série de quadrinhos 'AMAR É".

Então vamos recordar:

AMAR É!!!

Ana Paula Blower*

Quem não se lembra dos quadrinhos intitulados "Amar é..."?
Muitos já usaram as frases românticas para conquistar alguém ou simplesmete sonhar com um amor. Os cartuns, hit dos anos 70 e 80, rodaram o mundo todo e estão presentes na memória dos apaixonados até hoje. Como afirmou a neozelandesa Kim Casali, autora das célebres tirinhas, enquanto existir amor, seus desenhos serão um sucesso.
Os primeiros cartoons começaram como ilustrações aos recados que Kim deixava para o seu namorado, Roberto Casali, futuro marido. Nos desenhos, a cartunista representava a si mesma com olhos e cabelos grandes e Roberto, com um "certo ar latino", como ela afirmou tempos depois. Na época, o casal vivia nos Estados Unidos e, para surpresa de Kim, o namorado guardou todos os bilhetes e mostrou a um jornal americano, que gostou das ilustrações e, em 1972, as publicou. O que antes funcionava com um tipo de diário para Kim, tornou-se uma febre entre jovens e adultos nos anos seguintes.
Seus desenhos já começavam a ficar famosos, quando, em 1977, a cartunista tomou as páginas dos jornais com a notícia do nascimento de seu filho Milo, fruto de uma inseminação artificial. Até aí, sem novidades. O diferente na história é que o menino é filho de Roberto, marido de Kim que havia morrido 17 meses antes em decorrência de um cancêr. Para ela, usar o sêmen conservado do marido foi uma opção para garantir uma família grande, como os dois sonhavam. Além de Milo, o casal tinha outros dois filhos, Stefano e Dario.
No mesmo ano em que Kim começou a fazer sucesso nos Estados Unidos, antes mesmo da polêmica, os seus cartuns estrearam na imprensa brasileira. Em 2 de julho de 1972, O GLOBO começou a publicar as tirnhas da cartunista. Ao longo da semana, os leitores podiam enviar sugestões do que amar significava para eles e, a partir de uma curadoria, as frases saiam no jornal junto com os desenhos.
Nove anos depois, em 1981, a cartunista saía de Londres, onde vivia, e chegava ao Brasil para realizar seu sonho de conhecer o Rio e buscar inspiração para novas obras. Em entrevista ao jornal, no dia 4 de julho, ela falou sobre a polêmica envolvendo o nascimento do último filho e o processo de criação do seu trabalho. “Me surpreendi ao ver que meus sentimentos particulares, a respeito do amor, eram os mesmos de todo mundo". Kim revelou ainda seu quadrinho preferido: “amar é nunca exigir mais do que você está preparado para dar”.
Com o sucesso, os cartoons saíram do papel e chegaram a cerca de 15 indústrias no Brasil. Eles viraram temas de camisetas, adesivos, cadernos e até de relógios e louças, entre outros objetos. O casalzinho com frases românticas rodou mais de 50 países, encantando homens e mulheres apaixonados de várias partes do mundo. Os quadrinhos chegaram ao século XXI, inspirando álbuns de figurinhas que podem ser encontrados até hoje. Na internet, seus fãs costumam trocar e comprar figurinhas do célebre casal.
Em 1997, a história de amor de Kim com os quadrinhos teve um fim com sua morte numa cidade do interior de Londres, Inglaterra. Até hoje, quem viveu aqueles anos traz uma lembrança afetiva dos cartoons. Já quem nasceu depois, ao bater o olho numa ilustração, logo se recorda do ar romântico e lúdico dos desenhos.
*estagiária sob supervisão do editor Gustavo Villela
Anos 2000. Tirinha da série “Amar é...” em álbum de figurinhas: vendo estrelas
Leia mais sobre esse assunto em http://acervo.oglobo.globo.com/…/febre-nos-anos-70-80-tirin…
© 2015.
Série memorável de cartuns publicados no GLOBO, assinada pela neozelandesa Kim Casali, inspirou camisetas, cadernos, adesivos, álbuns de...
acervo.oglobo.globo.com|Por Acervo - Jornal O Globo
Curtir   Comentar  

domingo, 2 de agosto de 2015

SERÁ QUE SOU FEIO? .... NÃO É NÃO SENHOR.... ENTÃO EU SOU LINDO?... VOCÊ É UM AMOR...





UMA SERESTA MAL ENSAIADA, NO FINAL DOS ANOS 1950.-

No final dos anos cinquenta não havia, ainda, em Minas Novas, qualquer sinal de TV e o “chique”, naquela época, era curtir os sucessos de Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Orlando Silva e outros astros da MPB, através das ondas radiofônicas da antiga Tupi e da Mayrink Veiga, ambas do Rio de Janeiro. Tanto o serviço de autofalantes da “Liga Católica” como os do “Cine-Teatro São José”, tocavam o dia todo aquelas canções da moda, anunciando as próximas atrações de suas respectivas programações e do palco-auditório. Mas, naquele ano, os grandes sucessos musicais eram cantados pela grande “diva” Ângela Maria, a qual, até hoje, no seu gênero, é unanimidade nacional. E os sucessos desta incrível cantora serviam de argumentos para os namorados que desejavam encantar suas musas, ensaiando as letras e as músicas para, logo mais, à noite, fazerem suas dolentes serenatas. Foi assim que o saudoso ÉDSON DE ÁUREA, então ajudante de sacristão do vigário Padre José Antônio, estava “de olho” numa linda garota, moça prendada, de boa família e que naquele ano se formaria como normalista, estando de férias de meio de ano, na casa de seus pais. Pensando numa possível conquista do coração desta “joia” que estava na “crista da onda” conquistando o coração dos jovens minas-novenses, reuniu alguns amigos, dentre eles o Frederico (Dico), que era bom cantor, mais o aprendiz de violonista Zé Catitu. Fizeram alguns ensaios e resolveram partir para ação. Chegada a hora da “seresta”, no lusca-fusca da Rua Direita, nas proximidades do “sobradão”, posicionaram-se debaixo de uma das janelas da casa de Tião Ourives e iniciaram a cantoria. Zé Catitu produziu seus primeiros acordes da “modinha”, na qual ele, Édson, fazia o questionamento musical, com a letra adaptada para o masculino, a que o Dico lhe daria a resposta, a exemplo do que acontecia no sucesso da Ângela Maria. E assim ficaram naquela cantoria, onde um perguntava: “Será que sou feio? “ ... e outro imediatamente respondia: “- não é não sinhô...”  ....então eu sou lindo?..... você é um amô”.... Foi justamente neste ponto, que a janela se abriu e nela apareceu bravo o pai de Dona Nilza que foi logo dizendo: “Podem parar com essa zueira: você, além de muito feio, branquelo e banguela, também canta muito mal, é desafinado e aqui em casa não tem tacho de cozinhar macaco... Vocês devem é ir rezar essa missa mal ensaiada em outra paróquia” ... E fechou violentamente a sua janela, espantando dali aquele bando de desocupados que estavam importunando o sono de sua linda filhinha. https://www.youtube.com/watch?v=CtEL9Q6uHXE



sábado, 1 de agosto de 2015

UM RARÍSSIMO CASO DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL




UM RARO CASO DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL EM MINAS NOVAS:

 – Nos maravilhosos idos dos anos oitenta, a agência do Banco do Brasil de Minas Novas tinha tanto movimento que foi preciso construir um novo prédio, bem mais amplo e confortável, com dois andares, para o funcionamento de suas seções, principalmente do SETOP (setor de operações de crédito rural, que antigamente se chamava de CREAI) onde trabalhavam diariamente mais de 40 funcionários de carreira. A maioria desses funcionários tinha carro próprio e o amplo estacionamento estava sempre lotado. Para o trabalho de limpeza dos veículos, mantendo-os livres da poeira que era muita em função das estradas que não eram ainda asfaltadas, como hoje, os funcionários receberam autorização da gerência para contratarem um “flanelinha” que ali ficava o tempo todo à disposição para a execução daquele necessário serviço. E foi assim que JOSÉ MARQUES, o popular “Feijoada”,  na época ainda um garoto, era bem escurinho, trabalhador, falante e muito bem mandado. E, em razão dos seus bons serviços, presteza e honestidade, foi ficando de vez como contratado e, na confiança que foi conquistando entre os funcionários do banco, tinha livre acesso às dependências internas da agência, onde passou a prestar outros favores como ajudante de compras, na feira e no comércio, como engraxate e mensageiro de recados, de vez que o serviço de telefonia não existia na cidade. E assim, tornou-se muito útil o seu serviço, pelo que recebia gratificações pagas por cada beneficiário e o tempo foi passando. A liberdade era tanta, que o “Feijoada”, depois de executar suas tarefas, resolveu de fazer seu período de descanso nas luxuosas instalações da gerência, dotada de aparelho de TV, ar condicionado, sanitário privativo e onde se deitava confortavelmente numa daquelas imensas poltronas de couro, em apurado estilo colonial, decoração que de resto dominava todo o ambiente da imensa agência. Naquele horário todo o pessoal já estava em casa. Um fato que deve ser esclarecido é que no meio de todos os funcionários não havia um só indivíduo de pele negra. Eram todos mais clarinhos ou, no máximo, “morenos escuros”. Ainda não havia o costume de se usar o termo de “afro-descendentes”, hoje tão recorrente, apesar de que também não havia muita preocupação com essas diferenças nas características físicas das pessoas. O fato, ao qual desejo chegar, é que, certo dia, aportou um novo gerente na nossa bonita agência e este era bem escurinho, fisicamente muito parecido com o cantor Agnaldo Timóteo, que pela primeira vez estava ali para conhecer sua nova agência. E ainda em trajes de viagem, trajava uma bermuda, um boné na cabeça e portava uma maleta de mão. Estava ele admirado com a beleza das instalações, que de fato eram completamente diferentes do padrão das demais agências. Subiu, garboso, as escadas que levam ao segundo pavimento, acompanhado de outros colegas que ali o estavam aguardando e seguiram para o “Gabinete da Gerência”. Ao abrirem a porta, sentiram aquele clima de ar condicionado, em pleno mês de dezembro e, lá no recanto “vip”, o ronco estrepitoso do feijoada que fazia o seu tradicional descanso.  O próprio chegante se assustou com aquele quadro e se aproximou da poltrona e deu uma sacodidazinha naquele garoto folgado que, virando de lado, abriu apenas um dos seus olhos, pediu que não o incomodassem, pois estava muito cansado e coisa e tal... Nesse momento, um dos colegas se adiantou e deu um puxão mais violento no folgado e esse, assustado, levantou-se e foi informado que ali estava o novo gerente e que ele não podia estar ali fazendo uso daquele local para descansar. Feijoada, incrédulo, vendo a figura do novo gerente, olhou-o bem de perto, como se estivesse sendo gozado, deu uma risada e foi logo dizendo: “ – truco, caiana, onde já se viu preto como funcionário de banco, ainda mais gerente..? Esse ai deve ser é o guarda novo que tá sendo esperado para substituir o Wanderley ...  e voltou a se deitar, virando-se todo para a parede. E continuou ele a roncar tranquilamente, como se estivesse no seu quarto e na sua casa! E, para não incomodá-lo, todos desceram as escadas pé-ante-pé, para ver o que aconteceria no outro dia. Creio que eles se entenderam, pois logo o feijoada passou a ser até “ajudante de motorista particular do gerente”, que o convidava para levá-lo a todo canto da cidade. Era ele, de fato, na sua simplicidade e dedicação aos amigos, uma figura admirável: um BOM GAROTO!


BOA ESPERANÇA: O bom filho à casa retorna...



Estive ontem à noite na lindíssima SALA MINAS GERAIS (Rua Tenente Brito Melo, 1090- Barro Preto-BH)  para assistir à apresentação apoteótica do grande pianista NELSON FREIRE, acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Foi um programa memorável, para mim, por vários motivos especiais: possibilitou-me conhecer aquele “templo do bom gosto e da cultura mineira”, que foi inaugurado no final da administração do Governador AÉCIO NEVES; encantar-me com um espetáculo único, vendo e ouvindo a apresentação de um dos maiores pianistas da atualidade, de prestígio internacional; além de reencontrar, no meio de uma multidão de convidados, com o meu dileto amigo e conterrâneo do artista homenageado, o Dr. MARX e sua jovem esposa Tatiana Noscradinn, ele um dos mais prestigiados advogados militantes em Minas e no Brasil, o qual hoje mesmo seguirá para a cidade de BOA ESPERANÇA, onde haverá a memorável recepção e apresentação do ilustre artista, que é filho daquela terra.  

Pianista Nelson Freire volta à cidade natal para concerto no Sul de Minas

O ilustre artista se apresentará ao lado da Filarmônica de Minas em Boa Esperança, sua cidade natal. Será um Concerto histórico, com obras de Beethoven, Tchaikovsky, Wagner e outros.

Boa Esperança (MG) recebe neste sábado (1°) um de seus 'filhos' mais admirados em todo o mundo: o pianista Nelson Freire. Ao lado da Filarmônica de Minas Gerais, o artista interpreta músicas clássicas em praça pública, em concerto gratuito e ao ar livre, para os conterrâneos e visitantes da cidade sul-mineira. A apresentação começa às 20h, na Praça do Fórum.

O concerto histórico traz de volta à cidade o pianista após mais de duas décadas. O último recital de Nelson Freire em sua terra natal foi em 1994, no aniversário de 50 anos do artista.


O repertório da apresentação terá o Concerto para piano nº 4 em Sol maior, op. 58, de Beethoven, o Hino Nacional Brasileiro, de Francisco Manuel da Silva; A Abertura de O Navio Fantasma, de Wagner; O Quebra-nozes, op. 71: Valsa das Flores, de Tchaikovsky; e a Protofonia de O Guarani, de Carlos Gomes.

O pianista:

Aos 70 anos, Nelson Freire continua emocionando admiradores por todo o mundo. O sulmineiro de Boa Esperança mostrava, desde menino, talento para a música e principalmente afinidade com o piano. Com apenas 4 anos de idade fez sua primeira apresentação pública. Ao perceber que o menino aprendia rápido, a família decidiu se mudar para o Rio de Janeiro (RJ), para que Nelson aprimorasse o dom.
Aos 12 anos, foi premiado no primeiro concurso internacional de piano do Rio, o que garantiu uma bolsa de estudos para estudar música em Viena, na Áustria. O menino prodígio do interior tornou-se um dos maiores pianistas do mundo e é hoje um artista consagrado, convidado a tocar nas melhores salas de concerto e ao lado de grandes orquestras.

O maestro:

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Por esse trabalho recebeu o Prêmio Carlos Gomes (2009) como Melhor Regente brasileiro. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia. Foi regente em diversas sinfônicas nos Estados Unidos e já passou por concertos na Europa, Américas e Ásia.

A orquestra:

A Orquestra Filarmônica foi criada em 2008 com o intuito de inserir Minas Gerais nos circuitos nacional e internacional da música orquestral. Sob a direção artística e regência titular de Fabio Mechetti, a orquestra é atualmente formada por 94 músicos, provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas e Oceania. Em 2015, a Filarmônica passou a se apresentar em sua sede própria, a Sala Minas Gerais, intensificando sua programação.
Reconhecida e elogiada pela crítica especializada, a Filarmônica foi eleita melhor orquestra do Brasil em 2012 (Prêmio Carlos Gomes) e melhor grupo musical erudito de 2010 (Associação Paulista de Críticos de Artes – APCA). Entre 2008 e 2014, a Filarmônica realizou 461 concertos para um público de 600 mil pessoas, das quais 48,9% participaram gratuitamente.

A cidade:
BOA ESPERANÇA é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, estando a uma altitude de 775 metros, com mais de 40.000 habitantes e se localiza no Sul de Minas, à montante da grande represa de Furnas. É uma agradabilíssima estância de águas, oferecendo ótima estrutura urbana e as melhores possibilidades turísticas, como boas hospedagens, pescarias e outros esportes náuticos.
É neste município que se encontra a Serra da Boa Esperança, a qual se tornou célebre através da música que leva seu nome, obra prima que foi composta por Lamartine Babo e interpretada por diversos cantores. Por seu território passa o Rio Grande, importante para o desenvolvimento da região.

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA – Criado com recursos próprios pelo monsenhor Vítor Arantes (pároco da Matriz de Nossa Senhora das Dores), o espaço funcionou de 1978 a 1984. Depois, foi reaberto de 1997 a 2003. Instalado atualmente na Fundação São José, tem capacidade para atender diariamente a 100 alunos matriculados, sendo 40 bolsistas de escolas municipais e do coral daquela Igreja Matriz, os quais aprendem a arte musical e a execução instrumental de piano, violino, violão, flauta e teclado.

CONFIRA AQUI OS LIVROS DE MINHA BIBLIOTECA FÍSICA

Cursos Online é Cursos 24 Horas

LIVROS RECOMENDADOS

  • ANÁLISES DE CONJUNTURA: Globalização e o Segundo Governo FHC - (José Eustáquio Diniz Alves /Fábio Faversani)
  • ARTE SACRA - BERÇO DA ARTE BRASILEIRA (EDUARDO ETZEL)
  • AS FORÇAS MORAIS - (José Ingenieros)
  • CONTOS - (Voltaire)
  • DICIONÁRIO DE FANADÊS - Carlos Mota
  • DOM QUIXOTE DE LA MANCHA - (Cervantes)
  • ESPLÊNDIDOS FRUTOS DE UMA BANDEIRA VENTUROSA - (Demósthenes César Jr./ Waldemar Cesar Santos)
  • EU E MARILYN MONROE & O OUTRO- CARLOS MOTA
  • FRAGMETOS - (Glac Coura)
  • HISTÓRIAS DA TERRA MINEIRA - (Prof. Carlos Góes)
  • http://www.strategosaristides.com/2010/12/cronicas-do-mato.html
  • IDAS E VINDAS - (Rosarinha Coelho)
  • MOSÁICO - (Glac Coura)
  • O CAMINHANTE - (José Transfiguração Figueirêdo)
  • O DIA EM QUE O CAPETA DESCEU NA CIDADE DE MINAS NOVAS - (João Grilo do Meio do Fanado)
  • O MITO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - (Celso Furtado)
  • O NOME DA ROSA - (Umberto Eco)
  • O PRÍNCIPE - (Maquiavel)
  • O SEGREDO É SER FELIZ - ROBERTO SHINYASHIKI

ORIGEM DOS ACESSOS PELO MUNDO

Arquivo do blog