Luís Inácio Lula da Silva é um
dos fundadores do Foro de São Paulo (Reprodução)
Foro de São Paulo, pacto
para implementação do comunismo na América Latina
Os membros do Foro de São Paulo recebem ordens do
regime dos Castro
São
várias as táticas do Foro de São Paulo para submeter toda a América Latina aos
caprichos de uma elite política comunista afeita ao terrorismo, ao
narcotráfico, ao criminoso revisionismo histórico e jurídico, e a farsas como o
indigenismo, a “teologia” da “libertação”, o ambientalismo e as teses racistas
do “movimento negro”.
Eu não
tenho nenhuma dúvida. O que acontece na Venezuela hoje, e o que está
acontecendo na Colômbia, tem um selo inconfundível: Foro de São Paulo. Muitos
ouviram falar desta organização, mas poucos sabem acerca de sua real
periculosidade.
O Foro de
São Paulo foi criado em 1990 por Fidel Castro, com o propósito de ser um
aparato unificador do comunismo em toda a América Latina. Sua intenção foi dar
um novo alento ao regime comunista de Cuba após a queda do muro de Berlim e a
descida em picada da União Soviética. A idéia, em 1990, era tomar inicialmente
o controle de dois países poderosos da América Latina: Brasil e Venezuela, para
desde lá financiar a rendição do resto da América Latina aos pés do
castro-comunismo.
Sendo o
Foro de São Paulo uma organização decisiva, necessita dentro de cada país do
apoio resoluto de organizações não-governamentais que são as que oferecem o
músculo político e que, por sua vez, são apoiadas por organizações
internacionais com aparência de legalidade. São milhares e milhares destas
organizações com os mais variados fins em sua superfície: feministas,
ambientalistas, coletivos de advogados, defensores de Direitos Humanos,
homossexuais, indigenistas, ativistas de todo tipo. Junto a estas ONG’s, estão
os meios de comunicação que se mobilizam em massa para defender os interesses
destas organizações e, portanto, do Foro de São Paulo.
Tudo isto
consegue importante apoio popular, uma vez que o castro-comunismo tem um
controle muito mais importante que todos os mencionados, um controle cuja
existência poucos reconhecem: a ideologia. O castro-comunismo encontra-se por
toda nossa América Latina, infiltrado em universidades, colégios, grêmios de
artistas e intelectuais, academias. Dali controlaram a ideologia que guia todos
os seus fins perversos, implantam as premissas filosóficas do indigenismo, da
etnicidade, com a idéia torcida de que o homem é definido por sua raça, por sua
linha sangüínea, em vez de sê-lo pela capacidade de raciocinar. A etnicidade e
o indigenismo foram utilizados para fragmentar as nações onde quer que tenham a
má sorte de ter membros do Foro de São Paulo, quer dizer, toda a América
Latina.
A
Colômbia, por exemplo, baseou sua Constituição de 1991 (idealizada e realizada
pelo terrorismo do M-19 dirigida pela mão de Castro) nestas premissas
excludentes, com o fim de criar zonas, regiões onde o comunismo possa atuar
livremente, burlando a soberania das nações. Dali saem as Zonas de Reserva
Camponesas e os territórios autônomos das negritudes [1]. A ideologia
castrista é a confluência da esquerda e dos grupos terroristas de toda
Ibero-América. Essa ideologia é uma mistura de indigenismo, teologia da
libertação e ambientalismo. Porém, todos têm em comum a defesa da Cuba
castrista.
Os
membros do Foro de São Paulo recebem ordem de realizar manifestações, marchas
patrióticas [2], exercer pressão política internacional e enviar ajuda
financeira ao regime dos Castro. Os que chegam a aceder a órgãos de poder em
seus respectivos países, também cumprem com esta religiosa obrigação. O
financiamento do Foro de São Paulo, para o caso da Colômbia, vem do
narcotráfico. Aí temos o cartel das FARC. Vejamos como começou a suceder isto.
Quando
desmoronou-se a União Soviética e acabou-se o financiamento da Internacional
Socialista, os funcionários cubanos de Castro advertiram aos membros do Foro de
São Paulo que deviam adotar “o modelo do M-19”. Quer dizer, assegurar sua
auto-gestão por meio do narcotráfico. Daí o afã de legalizar as drogas, daí o
afã de legalizar os narcotraficantes das FARC, daí o afã em destruir o Exército
e beneficiar as zonas de reserva camponesa, corredores de mobilidade e
narcotráfico destes bandidos. Sabendo que o Partido Comunista Cubano
impulsionou a fundação do Foro de São Paulo, depois que o comunismo soviético
se desintegrou, os grupelhos e ONG comunistas viram perigar sua sobrevivência
financeira. Em 1990 o Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil faz a Primeira
Conferência, e ali participaram 40 organizações e partidos de 13 países da
Ibero-América e do Caribe. Seu fim: discutir como revisar a estratégica
comunista revolucionária em meio à crise do socialismo em todo o mundo. Hoje
também utilizam a mineração ilegal, com lucros astronômicos, para financiar o
terrorismo e a ideologia nos países da Ibero-América.
A
princípio o Foro de São Paulo era algo assim como uma Frente Patriótica
encarregada de propor ações. Porém, em pouco tempo Castro consolidou o Foro
como uma estrutura de comando bem centralizada, encabeçada pelos mais perigosos
grupos terroristas da América Latina, com o propósito de reconstruir a caduca
Internacional Socialista neste hemisfério, sob a direção de Cuba. E isto não
digo eu, foi estabelecido no Congresso Intercontinental em janeiro de 1996.
Antes, em 1991, se elaboraram os estatutos e elegeram-se os diretores. Vejam
bem: Partido Comunista de Cuba, Partidos dos Trabalhadores (Brasil), Frente
Farabundo Martí de Libertação Nacional (El Salvador), Movimento Bolívia Livre,
Partido da Revolução Democrática do México, os Tupamaros do Uruguai. Em 1992
entraram nas direções a União Revolucionária Nacional Guatemalteca, um grupo de
terroristas que seguem as idéias do Sendero Luminoso.
Já em
1995 somaram-se à direção do Foro os grupos narcoterroristas da Colômbia: FARC,
ELN e M-19, (aparentemente desmobilizado), o Partido Laborista de Dominica, o
Partido Revolucionário Democrático do Panamá e outros [3].
A agenda
comum do terrorista Foro de São Paulo
O Foro de
São Paulo tem uma agenda comum para a tomada do poder. Uma agenda que Luiz
Inácio Lula da Silva, tão admirado por Henrique Capriles, ajudou a desenhar. A
agenda consiste em: trabalhar pela Soberania Limitada. Em dezembro de 1992,
Human Rights Watch revelou um projeto que vinham trabalhando.
Chamava-se “Redefinindo a soberania”, que diz que a soberania “não deve
ser um escudo atrás do qual os governos ou grupos armados possam se esconder”.
Esse projeto argumenta que a soberania deve tomar o assento de trás
na “ação hemisférica coletiva, no monitoramento das eleições, na
resolução de conflitos, na supervisão de diálogos e acordos de paz, e na defesa
dos direitos humanos”, mediante a supervisão e controle da OEA, da ONU, da Cruz
Vermelha, Human Rights Watch, ou qualquer outra organização supra-nacional.
O projeto
de 1992, que já está em curso, diz que “as nações do hemisfério devem
promover ativamente a solução negociada dos conflitos guerrilheiros que ainda
existem na América Latina”. Quer dizer, promove-se diálogos e acordos para
suscitar a impunidade dos terroristas e os mecanismos para permitir o acesso ao
poder com os terroristas, aliados e membros do Foro de São Paulo.
O modelo
para conseguir isto, disseram em 1993, é o impulso de “Diálogos de paz”
mediante o qual conseguem-se enormes vitórias políticas, não conseguidas no
campo da batalha armada, e o desmantelamento oculto do Exército. Assim fizeram
nas “negociações de paz” de El Salvador, onde as Nações Unidas serviram de
intermediárias para a tomada do poder por parte dos narcoterroristas da Frente
Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN).
Isto vai
acompanhado, obviamente, de outras táticas: o exercício de uma “Comissão da
Verdade” que publique mentiras como se fossem verdades oficiais. Aqui (na
Colômbia) o M-19 pediu uma Comissão da Verdade que teve muito êxito, tanto que
os terroristas andam soltos, impunes, exercendo cargos públicos e fazendo
política, enquanto os militares que nos salvaram desta atrocidade estão presos,
condenados pelo resto da vida às masmorras. E já vimos na Colômbia o informe da
Comissão da Memória Histórica [4], dirigida por Gonzalo Sánchez.
Desmilitarização
O FSP diz
que as nações da Ibero-América devem “redefinir a missão” de suas Forças
Armadas e reduzir violentamente os orçamentos militares. Isto, ao tempo em que
deve-se re-educar os militares, introduzindo-os à ideologia marxista. Por isto
é que vemos personagens como Alejo Vargas, Gonzalo Sánchez, León Valencia e
outros da mesma espécie, dando aulas aos oficiais de nossas Forças Militares.
Carlos Gaviria, Venus Albeiro Silva e Jorge Robledo, do Polo Democrático, são membros
do Foro de São Paulo, como Piedad Córdoba, do Partido Liberal e Marcha
Patriótica, grupo político das FARC, também do FSP. O Foro de São Paulo disse
em 1993, na declaração final de seu IV Encontro em Havana: “As Forças
Armadas constituem uma das ameaças mais sérias à construção da democracia
política na América Latina”. Tomas Borge, sandinista e membro do FSP disse
que “os exércitos servem para dar golpes de Estado e para reprimir o povo
(…) São um câncer em nossos países (…) não há razão para que continuem
existindo”. Lula da Silva, admirado profundamente por Capriles, disse em
1994: “Creio que já temos forças armadas suficientes no mundo (…) Temos
que diminuir o aparato militar”.
Legalização
das drogas
O FSP diz
que a guerra contra as drogas é um fracasso absoluto e que “devido a que
os narcóticos são um problema tão formidável, deve-se examinar um grau amplo de
alternativas, inclusive a legalização seletiva”. Já desde 1995 Evo Morales,
nessa ocasião chefe da CAPHC, disse que aqueles que lutam contra o
narco-tráfico têm uma “mentalidade hitleriana”, e que “defender a
coca é defender a dignidade da soberania nacional”. Rigoberta Menchú, a estrela
reluzente do comunismo indigenista, pediu então a Evo que lhe preparasse um
documento que ela apresentaria ante a ONU para demonstrar que a coca é “um
recurso natural e cultural dos povos andinos”, e para exigir “uma ação
urgente da ONU para defender seu cultivo e consumo”. Façam-me o favor!
Política
econômica
O FSP
defende os acordos de livre comércio, os TLC, sem restrições de nenhuma ordem.
Por que? Porque eles restringem a soberania nacional. A intenção oculta destes
TLC indiscriminados é limitar a eleição soberana das nações contratantes a fim
de alcançar benefícios estabelecidos de comum acordo. Quer dizer, o comunismo
castrista ataca no papel o livre comércio do neo-liberalismo, porém compartilha
totalmente seu enfoque. Apóiam o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a
entrega da soberania a organizações internacionais de política econômica. Lula
da Silva, admirado por Capriles, disse que “deve-se apoiar isto porque é
socialismo prático, para se adaptar à realidade mundial”. Navarro Wolf, do
M-19, diz que “louvo o Fundo Monetário Internacional por ter posto disciplina
no manejo monetário, e isso ajuda na integração”. “Eu diria – disse
Navarro – que essa é a parte positiva do neoliberalismo que forçou os
empresários a ser mais responsáveis”.
Apoio ao
regime de Castro
Embora
pareça estranho a vocês, há funcionários norte-americanos afeitos aos Castro.
Fazem lobby para adiantar negociações nos bastidores com o regime dos Castro
com a finalidade de normalizar as relações com os Estados Unidos. O argumento
com o qual baseiam tais pretensões, é que“o regime de Castro já não é uma
ameaça de segurança convencional e ideológica para nenhum país vizinho, e
certamente não para os Estados Unidos”.“Além disso – diz o informe de 1995
– Cuba reduziu sua interferência nos assuntos de outras nações”. Isso
disseram em 1995. Perguntem hoje à Venezuela, perguntem à Colômbia!
Dizem os
propagandistas do FSP que os candidatos de esquerda “não procuram usar a
democracia como uma via para o socialismo”. Perguntem à Venezuela… Perguntem à
Colômbia! Dizem também que – e isto Jorge Dominguez, membro do Grupo Especial
de assuntos com Cuba, disse em 1993: “Qualquer dúvida que alguém possa ter
sobre qualquer dos candidatos (da esquerda do FSP) é pueril, eles não
estão fazendo agora o que faziam antes. Navarro Wolf não está disparando em
mais ninguém, não está colocando bombas por aí. O mesmo se aplica a uma
variedade de outros grupos que deixaram a violência…”. Isso Dominguez disse em
1993… e isso mesmo dizem hoje os terroristas disfarçados com terno e gravata.
Os
guerrilheiros de hoje são camponeses, políticos e intelectuais de dia, enquanto
que na escuridão seguem ameaçando a democracia da Colômbia, planejando
atentados, traficando com coltán ou com coca, ordenando assassinatos seletivos,
planejando emboscadas, atentando contra opositores ao regime de seus afetos. E
fazem tudo cobertos com o guarda-chuva da legalidade.
Então,
queridos amigos, a ameaça que se encerra sobre as nações da América Latina, já
majoritariamente conquistados pela supranacional narcoterrorista chamada Foro
de São Paulo, é algo palpável e espantoso. Já nos tiraram o mar territorial,
vão pelo arquipélago de San Andrés, pelo Urabá, pela Guajira e pelo Catatumbo,
todas regiões vitais para seu projeto expansionista e criminal.
Já caiu a
Venezuela. A Colômbia se mantém de pé, apesar do camarada Santos, cognome
“Santiago”. Porém, não por muito tempo. Outras novas anistias e indultos já
estão às portas do forno para os piores criminosos da Colômbia, para os mais
apátridas e sanguinários. Já deram aos do M-19 e hoje temos os resultados:
perseguição judicial infame contra os melhores combatentes de nossas Forças
Militares, solapamento de nossos valores, controle sobre o sistema educacional
e judiciário, controle de universidades e colégios, prefeituras, governadores
de estado e institutos descentralizados para usar os recursos públicos como
caixa menor do terrorismo. Também se converteram em referências morais e
ideológicas, e isto aceitamos como se fosse assunto de pouca monta. Já caiu a
Venezuela. E o golpe final para a Colômbia culminará em Juan Manuel Santos e
seu sinédrio de traidores, com cúpula e tudo, ao entregar nosso amado país nas
fauces dos criminosos das FARC que, do mesmo modo que os do M-19, se
converterão em nossos congressistas, nossos prefeitos, nossos professores, nossos
líderes espirituais, nossos exemplos de virtude, decência e honestidade. Que
tragédia…
Notas da
tradutora:
[1]
Equivalente às nossas “Comunidades Quilombolas”
[2] Aqui
temos o “Grito dos Excluídos”
[3] Ver
meu artigo: “Os Santos e sua militância
castro-comunista” (nota do autor).
Tradução: Graça
Salgueiro
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