domingo, 24 de julho de 2016

A Mão da Divina Providência



A Mão da Divina Providência

(um fato verídico... Deus escreve sempre certo por linhas tortuosas!)

Eu conheci e tive a felicidade de com ele conviver por muitos anos, que foi a figura saudosa de uma pessoa muito simples, parente distante, ótimo pai de família e um amigo de todas as horas e também vizinho da casa de minha mãe, de quem nunca me esqueço, em razão dos diversos momentos que compartilhamos, e que a respeito dele quero deixar alguns depoimentos, para melhor entender sua história de um grande cidadão.

Em Minas Novas, era ele um oficial de justiça que, como a maioria dos homens do lugar, gostava muito de fumar o seu cigarrinho de palha. E ele, esse meu amigo, fumava mais ainda, descontroladamente, fazendo seu fedorento cigarro de fumo “banzé” usando com qualquer pedaço de palha que encontrava mais fácil.

Certa vez, não encontrando palha alguma para fazer o seu "pito", ele enrolou o fumo picadinho num pedaço de um papel.

Esse “papel”, porém, era um precioso documento, era um mandado de reintegração de posse que ele, juntamente com o "oficial companheiro", sob escolta armada de uma reforçada guarnição militar, já seguia na adiantada diligência, aonde deveria dar o seu cumprimento, com todas as formalidades legais, num lugar distante dentro daquela imensa jurisdição, quase do tamanho do Estado, num local da comarca onde estavam lhe aguardando vários advogados e até mesmo um diretor da ACESITA ENERGÉTICA, tamanha era a expectativa de verem terminada a insidiosa ação pública.

A tal “reintegração de posse” acabou sendo adiada por falta do dito instrumento judicial que, em razão daquele incidente que muitos consideraram como uma atitude relapsa e criminosa, parte virou cinzas, outra parte virou fumaça e todas as partes envolvidas ficaram foi a "ver navios" e tiveram que regressar ao fórum.

De tal ato, pelo qual o dito oficial passou a responder por processo administrativo e no qual foi severamente repreendido, dessa punição logo ficou ele livre em razão de uma nova decisão judicial que considerou como ‘VICIADOS” todos os ATOS e julgamentos anteriormente praticados naqueles autos judiciais, resultando, finalmente, em grande benefício a favor de muitos roceiros inocentes que seriam injustamente despejados.

Na reforma da sentença, que foi exarada por um novo magistrado, homem competente, honesto, mais justo que o anterior, venal BEL Afanado, afinal o novo juiz era um BACHAREL, este sim com letras maiúsculas, não cooptado pelas empresas reflorestadoras, que de forma muito acertada entendeu que aquela ação, assim como muitas outras que beneficiavam apenas as partes mais poderosas, não poderiam, como de fato esta não prosperou, merecer o "pálio" da LEI.

Este fato mereceu meus aplausos e eu, naquela oportunidade, tive a ventura de me encaminhar ao ilustre JUIZ e lhe apertar efusivamente as mãos, sob o olhar desaprovador de muitos serventuários e advogados que ainda hoje continuam sua militância naquele fórum de Minas Novas, que, pela primeira vez viram a frustração de seus interesses mesquinhos, sempre em detrimento das partes fracas e oprimidas.

ZÉ BRANCO, esse era o oficial de justiça de quem me refiro, sempre tive a maior certeza, que não agiu daquela forma  deliberadamente, foi premido pela força de seu vício de fumar desbragadamente ou, quiçá, tenha sido movido por uma força muito mais poderosa, bem maior que a da justiça terrena, aquela que, por linhas travessas, de fato encaminha todas as pessoas de bom espírito e bom coração em direção do que é CERTO E JUSTO. Parte superior do formulário
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